Angola: Ministério da Saúde desencoraja desvio de cadáveres da COVID-19

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O desvio ou ocultação de cadáveres acelera o aumento do número de infectados nas comunidades, por constituir uma verdadeira fonte de contaminação do vírus Sars-Cov-2, alerta o especialista em Saúde Pública, Franco Mufinda.

Segundo o secretário também de Estado para a Saúde Pública, em algumas províncias do país se registram casos de desvio de cadáveres, fato que aumenta o risco de contágio das famílias e nas comunidades.

“Infelizmente, começamos a observar, em algumas províncias do país o desvio de cadáveres que tiveram como causa à Covid-19, aumentaram a exposição das pessoas que manuseiam estes corpos e, consequentemente, põe em risco toda comunidade”, denunciou.

Franco Mufinda, que falava durante a atualização habitual dos dados da Covid-19 das últimas 24 horas no país, apelou as famílias a evitarem essa prática, com vista a salvaguardar a vida das outras pessoas.

“Encorajamos as famílias que perderam os seus pais pela Covid-19 a aceitarem os resultados dos testes e não duvidarem das autoridades sanitárias, para não porem em risco a vida de outros membros da família e da comunidade”, aconselhou.

Numa altura em que Angola vive o sexto período da Situação de Calamidade Pública, iniciado em 25 de Maio último, o secretário de Estado reforça o apelo para o cumprimento rigoroso das medidas de prevenção contra um Covid-19, usando uma máscara facial de forma correta , em locais públicos, assim como a lavagem das mãos com água e sabão e observância do distanciamento físico entre as pessoas.

Apesar de nas últimas 24 horas o país não ter registrado nenhum óbito por Covid-19, as autoridades sanitárias angolanas registram um total de 14.634 casos positivos, dos quais 6.946 ativos, 337 mortes e 7.351 recuperados.

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