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Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) garante que “ninguém está proibido” de se candidatar à liderança do partido

O Dirigente do MPLA, Mário Pinto de Andrade, afirmou hoje que ninguém está impedido de se candidatar à liderança do partido, sublinhando que não existem obstáculos à apresentação de candidaturas, desde que cumpram os requisitos estatutários.

Em declarações à Lusa, à margem do XIV Congresso Ordinário da UNITA, maior partido da oposição angolana, o dirigente explicou que os estatutos e os regulamentos internos sempre previram múltiplas candidaturas.

“Agora, depende da vontade de cada militante que quer ser dirigente do partido se candidatar ou não. Ninguém está proibido (…), a pessoa é que tem que ter a coragem de se candidatar a dirigente do partido nos vários níveis, quer a nível do município, da província e da nação”, acrescentou.

Mário Pinto de Andrade e o general Pedro Neto, ambos membros do secretariado do Bureau Político do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), estiveram presentes na abertura do XIV Congresso Ordinário da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) enquanto convidados da direção do partido do “galo negro”.

O responsável considerou que a realização do congresso “é boa para a democracia angolana, para a democracia dos partidos políticos”, defendendo que “os congressos se realizem dentro dos prazos que estão estabelecidos para cada organização”, para que os partidos “discutam as suas estratégias, os seus programas e que renovem os seus dirigentes”.

“A UNITA está a fazê-lo este ano e o MPLA fará no próximo ano também, em dezembro, o seu congresso, onde vai também preparar-se para as novas eleições (previstas para 2027)”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de surgirem múltiplas candidaturas no congresso do MPLA, como tem acontecido na UNITA, Mário Pinto de Andrade respondeu: “Não há obstáculos, há regras. Obstáculos nunca existem, porque as regras são os estatutos e os regulamentos dos processos orgânicos dos congressos”.

O político ressaltou que as pessoas que se querem candidatar têm que reunir apoios em todo o país.

“Portanto, o problema não está no MPLA, está na capacidade de organização, cada candidato tem de reunir os requisitos que são necessários para poder ser candidato a qualquer nível”, reforçou.

Higino Carneiro, general na reforma, antigo governador do Cuando Cubango e de Luanda, ex-vice-presidente da Assembleia Nacional e figura histórica do MPLA, já manifestou publicamente intenção de se candidatar à liderança do partido.

Confrontado com essa possibilidade, Mário Pinto de Andrade preferiu não comentar

“Quando o partido aprovar os documentos para o Congresso, quem achar que tem condições de avançar na altura avança”, disse, acrescentando que “qualquer cidadão, e desde que tenha as cotas em dia e não tenha nenhum problema na Comissão de Disciplina e Ética, ou não tenha nenhum processo em tribunal, pode ser candidato.”

Questionado sobre qual dos dois candidatos da UNITA – Adalberto Costa Júnior ou Rafael Massanga Savimbi seria “melhor” para o MPLA, respondeu: “Seria uma insensatez do MPLA pensar que viernos aqui como convidados e que queremos o A ou o B. Quem tem a competência de decidir quem é o dirigente que a UNITA quer são os delegados eleitos pela UNITA para estarem aqui presentes neste Congresso. Esse é que tem a competência de eleger. Senão estaríamos intrometendo num assunto interno do partido. E eu acho que isso não é ético”.

Durante a cerimónia de abertura do congresso, no momento reservado à leitura de mensagens ao partido, o militante do MPLA José Carlos de Almeida, que já anunciou a intenção de se candidatar à liderança do partido no poder em Angola desde 1975, defendeu a união dos angolanos, independentemente das cores partidárias e das múltiplas candidaturas.

O XIV Congresso da UNITA decorre até domingo no Complexo Sovsmo, em Viana, e reúne 1.251 delegados de todo o país, que vão eleger o novo presidente. Concorrem Adalberto Costa Júnior (recandidato) e Rafael Massanga Savimbi (filho do fundador do partido, Jonas Savimbi).

O congresso inclui debates internos, análise de propostas de alteração estatutária, definição da linha política. e eleição dos órgãos de direção.

Observadores da sociedade civil acompanham o processo eleitoral interno.

 

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