África precisa de estar preparada para processar “125 biliões de barris” de petróleo

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Os Países Membros da Organização Africana de Produtores de Petróleo e parceiros reflectiram, esta terça-feira, sobre as condições que o continente dispõe para produzir e processar 125 biliões de barris de petróleo de reservas confirmados, sem o apoio da  tecnologia e finanças ocidental.

Na Mesa Redonda sobre  “Conteúdo Local  Africano: Revisão de Política e  Progressos na  Implementação de  Conteúdo Local na  África”, os participantes reflectiram o quão preparada está a África para produzir, processar e comercializar os mais de 125 biliões de barris de reservas comprovadas de petróleo e mais de 500 triliões de pés cúbicos de gás, sem tecnologia e finanças ocidentais.

A sessão proporcionou uma oportunidade para destacar desenvolvimentos e progressos no conteúdo local, desenvolvido nos países africanos produtores de petróleo e gás, especialmente à luz da transição energética global, longe dos combustíveis fósseis.

Simbi Wabote, secretário executivo do Conselho de Desenvolvimento e Monitoramento de Conteúdo da Nigéria, “avançou que, dentro em breve, os parceiros do sector poderão retirar as tecnologias, recusar-se em comprar os produtos africanos, obrigando os países a terem capacidade para continuarem a caminhar”.

O quadro sénior nigeriano, que foi moderador do referido painel, lamentou o facto de 600 milhões de africanos estarem  sem acesso à electricidade, o que chamou por “continente as escuras”.

Com base em estatísticas já publicadas queixou-se, de igual modo, da existência de  800 milhões africanos sem acesso ao gás de cozinha, sobretudo agora que se fala de transição energética.

Em relação à transição energética, diz ser um assunto que também já se discote no seio dos nigerianos, mas, no seu ponto de vista, a transição energética não é um fenómeno de hoje, lembrando a substituição do uso da lenha pelo carvão, e assim em diante.

“Hoje, devido à situação do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, alguns países europeus questionam se podemos dar mais petróleo e gás”, fez saber, lembrando que o recursos minerais constituem um imperativo para África.

Na ocasião, Babafemi Oyewole, CEO da  Energy Synergy Partners, referiu que o Conteúdo Local  constitui um desafio para os países africanos.

Para o Conteúdo Local em África, aponta o desenvolvimento do mercado regional para os serviços do petróleo e gás.

“ É importante que se crie um mercado regional, onde podemos conduzir e confirmar  que   os serviços do Conteúdo Local seja consumido”, defendeu Babafemi Oyewole.

No seu entender, deve-se  tirar também o máximo proveito nas novas iniciativas da Zona do Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA).

Outra questão, em torno do Conteúdo Local, é o acesso ao financiamento das empresas, o que considera ser fundamental porque se “se nós não conformamos o novo normal, ou seja, as novas temáticas sobre as energias renováveis, os financiamentos nos serão retirados”, afirmou.

Por isso, diz ser bem-vindo a criação de fundo para a criação de um banco de energia, uma iniciativa que vai contar com o Afreximbank.

Francisco Monteiro, presidente e CEO da BRIMONT, uma empresa angolana, do ponto de vista do Conteúdo Local, acredita que as expectativas que se criam, pós era petrolífera, estão salvaguardas e prevê-se um futuro melhor.

Relativamente às leis no sector, indica que são “leis boas” , mas continuam-se a ter algum défice no monitoramento das mesmas.

Outro aspecto levantado por Francisco Monteiro, está relacionado com os empréstimos bancários, que segundo disse, os  bancos não dispõem de instrumentos adequados para aquilo que é a realidade do país.

Os membros, na Mesa Redonda sobre  “Conteúdo Local  Africano: Revisão de Política e  Progressos na  Implementação de  Conteúdo Local na  África”, reflectiram o quão preparada está a África para produzir, processar e comercializar os mais de 125 biliões de barris de reservas comprovadas de petróleo e mais de 500 triliões de pés cúbicos de gás, sem tecnologia e finanças ocidentais.

A sessão proporcionou  uma oportunidade para destacar desenvolvimentos e progressos no conteúdo local, desenvolvido nos países africanos produtores de petróleo e gás, especialmente à luz da transição energética global, longe dos combustíveis fósseis.

Simbi Wabote, secretário executivo do Conselho de Desenvolvimento e Monitoramento de Conteúdo da Nigéria, “advertiu que, dentro em breve, os parceiros do sector poderão retirar as tecnologias, recusar-se em comprar os produtos africanos, o que vai obrigar os países a terem capacidade para continuarem a caminhar”.

O quadro sénior nigeriano, que foi moderador do referido painel, lamentou o facto de 600 milhões de africanos estarem  sem acesso à electricidade, o que chamou por “continente as escuras”.

Com base em estatísticas já publicadas queixou-se, de igual modo, da existência de  800 milhões africanos sem acesso ao gás de cozinha, sobretudo agora que se fala de transição energética.

Em relação à transição energética, diz ser um assunto que também já se discote no seio dos nigerianos, mas, no seu ponto de vista, a transição energética não é um fenómeno de hoje, lembrando a substituição do uso da lenha pelo carvão, e assim em diante.

“Hoje, devido ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia, alguns países europeus questionam se podemos dar mais petróleo e gás”, fez saber, lembrando que o recursos minerais constituem um imperativo para África.

Na ocasião, Babafemi Oyewole, CEO da  Energy Synergy Partners, referiu que o Conteúdo Local  constitui um desafio para os países africanos.

Para o Conteúdo Local em África, aponta o desenvolvimento do mercado regional para os serviços do petróleo e gás.

“ É importante que se crie um mercado regional, onde podemos conduzir e confirmar  que   os serviços do Conteúdo Local seja consumido”, defendeu Babafemi Oyewole.

No seu entender, deve-se  tirar também o máximo proveito nas novas iniciativas da Zona do Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA).

Outra questão, em torno do Conteúdo Local, é o acesso ao financiamento das empresas, o que considera ser fundamental porque se “se nós não conformamos o novo normal, ou seja, as novas temáticas sobre as energias renováveis, os financiamentos nos serão retirados”, afirmou.

Por isso, diz ser bem-vindo a criação de fundo para a criação de um banco de energia, uma iniciativa que vai contar com o Afreximbank.

Francisco Monteiro, presidente e CEO da BRIMONT, uma empresa angolana, do ponto de vista do Conteúdo Local, acredita que as expectativas que se criam, pós era petrolífera, estão salvaguardas e prevê-se um futuro melhor.

Relativamente às leis no sector, indica que são “leis boas” , mas continua  a se ter algum défice no monitoramento das mesmas.

Outro aspecto levantado por Francisco Monteiro, está relacionado com os empréstimos bancários, que segundo disse, os  bancos não dispõem de instrumentos adequados para aquilo que é a realidade do país.

 

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