Angola: A (in) sensibilidade de “João Lourenço” – Jorge Eurico

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O genocídio de Cafunfo (que ceifou a vida a mais de duas dezenas de inermes cidadãos que se manifestavam nas ruelas de um dos municípios do antigo “Império Lunda”) mexeu com a sensibilidade de todos os angolanos. Repito: Sensibilidade de todos os angolanos, mas menos com a de um: A do Presidente da República João Lourenço, a quem, nas eleições de Setembro de 2017, se passou um “cheque em branco” para dirigir os destinos de Angola.

E – de acordo com a brasileira “Célia Tiroteio” – quem não reage à morte dos seus irmãos, bom sujeito não é! João Lourenço já não é digno de continuar a dirigir os destinos de Angola. É imerecedor da confiança política dos angolanos por ter demonstrado que se está nas tintas em relação ao povo.

O silêncio sepulcral e a fria insensibilidade até aqui demonstrados por João Lourenço sobre o “massacre,” que teve a terra de Luenji Ankonda como palco, traduz o (des)respeito que tem pela Constituição vigente na República de Angola e a (des)consideração que tem pelo cidadão-eleitor.

A postura de João Lourenço face ao genocídio de Cafunfo não condiz, nem um pouco mais ou menos, com a prédica proferida aquando da sua tomada de posse e dos seus primeiros dias como Mais Alto Magistrado da Nação, que levou o País e o mundo ao êxtase político e diplomático na esperança de que viria a proporcionar um outro tipo de vida aos angolanos.

Hoje – é bom que se diga – os angolanos estão arrependidos pelo apreço demonstrado em finais de 2017 a João Lourenço. Estão desiludidos, chegando a pôr em causa a sua seriedade e competência política. E isto vê-se pela equipa que o rodeia. Adiante!

O silêncio de João Lourenço sobre o crime cometido por efectivos das FAA e agentes da Polícia Nacional deve ser entendido, salvo melhor opinião, no sentido de que o crime de Cafunfo contou com a sua “benção”. E assim sendo, que João Lourenço não grite “Aqui Del Rei” quando amanhã for chamado à Justiça devido ao genocídio de Cafunfo.

Termino manifestando, com o coração condoído, a minha genuina tristeza e repulsa pelos acontecimentos tristes ocorridos em Cafunfo, Lunda-Norte. Uma nota para quem mandou disparar contra os manifestantes em Cafunfo: Acaso já ouviu falar do “Processo de Nuremberga?”

 

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