Angola: Apelo a juventude angolana

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Os especialistas que tentam, hoje, transformar o Presidente da UNITA Adalberto Costa Júnior como inimigo público, os jovens angolanos como arruaceiros, pertencem à uma força política com este tipo cultura e prática que vem desde os anos 1956.

Em 1974, quando aderimos a UNITA, eu e outros maninhos e maninhas, as mesmas forças do mal passaram a tratar-nos de agentes do imperialismo americanos e da PIDE Portuguesa, de fantoches e tantas outras obscenidades que fizeram história neste país.

Era a repetição da história. Porque, em 1965 a partir do Munhango, o meu pai e outros ferroviários, sofreram prisão as mãos da PIDE DGS e no caso do meu pai a acusação era de ele ter dito: “Seria bom se tivéssemos sido colonizados pelos americanos e não pelos tacanhos portugueses”.

Infelizmente quer os americanos, quer os portugueses, no geral facilitaram mais aqueles que nos colaram a eles pelos piores motivos, do que a nós que continuamos a sofrer danos pelas decisões que tomaram contra nós.

Nunca seremos ingratos, a história assim registou, juntos com os americanos fizemos história que paralisou o expansionismo do comunismo na África Austral, colocando hoje Angola na rota de Estados que lutam pela Democracia e pelo primado da lei. É esta Agenda que mobiliza o povo angolano em geral e a juventude em particular, numa luta irreversível que usa instrumentos consagrados pela Constituição da República de Angola.

Nesta luta, Angola precisa de ajuda e solidariedade do mundo que defende os valores democráticos e do primado da lei.

Nesta luta, Angola clama junto das instituições e personalidades nacionais respeitáveis que inspiram e defendem com sua elevação moral os valores da paz, da justiça social e do amor, para que multipliquem seus apelos que travem as forças do mal para não voltarem as práticas que amordaçaram Angola desde a independência aos dias de hoje, pelo medo instilado pelas consequências do envolvimento do país na guerra desde 1975, pelo genocídio do 27 de Maio de 1977, pelo genocídio pós eleições de 1992 e da Sexta-feira Sangrenta.

Hoje, os tempos mudaram. Já não temos o poder popular, substituído pela soberania popular e com cidadãos cada vez conscientes na defesa dos seus direitos. As FAPLA e as FALA deixaram de existir e substituídas pelas FAA. A Polícia Nacional e os Órgãos de Defesa e Segurança Nacional primeiro devem obediência a Constituição da República de Angola só depois aos chefes sempre que estiverem alinhados com o primado da lei, acima do qual ninguém se coloca.

Todos Unidos lutemos pelos valores que reconciliem, unam, lutem contra a subversão da ordem constitucional e desenvolvam as potencialidades humanas e materiais de Angola. Defendamos Dirigentes como Adalberto Costa Júnior que defendem primeiro os interesses de todos angolanos, seguindo as tradições inspiradoras dos nossos antepassados, como Jonas Malheiro Savimbi.

Sejam desencorajados os corruptos e vendilhões de Angola pela nossa determinação Patriótica que se deve inspirar permanentemente na Constituição da República de Angola.

OBRIGADO

Abílio Kamalata Numa

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