Angola: Aumenta clima de intolerância política no Kwanza Norte

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A intolerância política está a subir de tom na província angolana do Kwanza Norte. A UNITA é o partido que mais reclamações tem apresentado. O MPLA, no poder, nega as acusações do maior partido da oposição.

A denúncia foi feita pelo maior partido da oposição angolana. Em entrevista à DW África, o secretário provincial da UNITA, Francisco Fernandes Falua lança fortes acusações ao MPLA. “A intolerância está a subir, sacam bandeiras, impedem realização de atividades, intimidam pessoas, mas a mim não vão intimidar”, garante.

E há outras denúncias, diz o político. “Temos um companheiro no Kambambe-Dondo, o secretário comunal do Km 20, desaparecido. No Bolongongo, a administração local está a prometer emprego, quando sabemos que para entrar na função pública tem que se passar por um concurso público.”

Para o secretário provincial da UNITA, não há dúvidas sobre o motivo da agitação política nesta região que está a pressionar o MPLA: “Este cenário todo tem a ver com a proximidade dos grandes desafios que são as eleições.”

MPLA diz que a intolerância não existe

Ouvido pela DW África, o responsável do departamento de informação e propaganda local do MPLA, Luciano Martins “Soba Malanje”, rejeita as acusações da UNITA no Kwanza Norte.

 

E aconselha os partidos “que denunciam existir alguma intolerância apresentarem denúncias formais junto dos órgãos competentes que tratam destas matérias.

“A intolerância não existe”, diz Luciano Martins. “É uma questão desses partidos, ou de quem que faça parte de algum partido político que se sinta lesado por algum ato de intolerância, cometido por qualquer cidadão, fazer chegar uma denúncia ou uma queixa aos órgãos afins”, recomenda.

Polícia confirma um ataque

Adão Morais, porta-voz do Serviço de Investigação Criminal do Kwanza Norte, diz que a polícia registou um ataque a um dirigente político em Lucala. “Nós confirmamos um episódio, no município do Lucala, que envolveu então o administrador municipal adjunto da referida municipalidade. A nossa linha da operatividade foi somente deter os indivíduos face à agressão que o mesmo sofreu e levá-los às barras da justiça”, relata.

Também os municípios de Cazengo, Kambambe, Golungo Alto, Banga e Kiculungo registaram já vários casos de intolerância política que levaram a confrontos físicos entre militantes de partidos na oposição e o partido do Governo.

Em 2012 e 2017, nas vésperas dos pleitos eleitorais destes anos políticos, a cidade de Ndalatando foi palco de rixas entre militantes da CASA-CE e efetivos da Polícia Nacional. Na mesma altura, foram detidos militantes do MPLA que vandalizaram bandeiras da UNITA e da CASA-CE.

Texto da DW África

 

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