Angola: Bento Kangamba acusa Comissão Eleitoral de desrespeitar orientação

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Numa altura em que persiste o impasse no processo de renovação de mandatos da Federação Angolana de Futebol (FAF), com a Comissão Eleitoral a recusar cumprir a deliberação do Ministério da Juventude e Desportos (Minjud), para reintegrar o candidato Noberto de Castro, o presidente e proprietário do Kabuscorp do Palanca, Bento Kangamba, apela ao cumprimento da decisão.

Surpreso com a postura da equipa liderada por Gilberto Faria Magalhães, o dirigente desportivo encoraja a ministra Ana Paula do Sacramento Neto a pôr cobro à situação. “Tem de bater o pé. Não faz muito tempo, ouvi na rádio o presidente do Conselho Jurisdicional dizer que quem se sentisse lesado poderia recorrer ao Ministério. Como é que agora vêm dizer que não tem competência para decidir o caso, se a lei é a mesma?”

O recurso aos tribunais é outra saída considerada válida pelo também político. “É claro que haverá deferimento. Isso será anulado. Mas a ministra representa o Presidente da República, titular do Poder Executivo, que está a ser desautorizado. Isso mais parece uma brincadeira do gato e do rato, para ganhar tempo. Por exemplo, aceitar a decisão quando estiver a faltar três dias para as eleições. São essas coisas que achamos que não são boas para o futebol nacional. Dou-me bem com o Artur. É um amigo. Mas é preciso ser bem aconselhado, para não sair manchado desse processo”. Bento Kangamba vê a Comissão Eleitoral como extensão do elenco cessante. “O presidente da Federação fez uma equipa para continuar, fechar as contas e os problemas que tem. Para tal, é necessário ganhar as eleições. Por isso, apostou em pessoas tidas como conhecedoras do Direito. Que sabem armar artimanhas. Falo dos juristas que aparecem envolvidos no processo. Mas o futebol não é isso. É festa e boa convivência”. Sacrifício nas urnas.

Com recurso à história recente do organismo reitor da modalidade, o dirigente do clube emblemático do distrito urbano do Palanca defendeu a necessidade de mudança: “Sempre que as coisas andaram bem, nunca pedi a saída de presidente. Dou o exemplo de Armando Machado. Mas quando a Selecção Nacional começou a perder muito e precisávamos de resultados, tivemos de sacrificar alguém. Neste momento a pessoa a ser sacrificada é o Artur. Quais são os resultados deste mandato? Quais foram os resultados da Selecção Nacional? Nunca estivemos bem! Tivemos problemas no último CAN, no Egipto. Sem falar de outros erros cometidos, que estragaram o futebol no País. Não falo por causa do Kabuscorp. É preciso deixar isso bem claro. Falo a bem do desporto nacional, porque tenho sentimento”.

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