Angola e a FAO

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Angola e países africanos, principalmente aqueles que vivem sob os regimes tribais sofrem, cada vez mais com o fantasma da fome. Nem mesmo os programas das Organização das Nações Unidas surtem o efeito esperado.

Cada vez mais é possível vislumbrar uma nação de famintos num País onde a extensão territorial nos permite crescer, plantar e desenvolver atividades da Agricultura Familiar.

Recentemente a representante da FAO em Angola, Zahira Virani foi apresentada à equipa da agência que tem a missão de garantir a segurança alimentar no mundo.

Vários projectos da agência no País estão em andamento, alguns foram abandonados.

Zahira tem como principal papel à frente da representação, erradicar a fome, a insegurança alimentar e a desnutrição, eliminar a pobreza, oferecer o progresso económico e social para todos angolanos.

A missão não é fácil, principalmente porque vimos, a cada dia, novos casos de corrupção e desvios dos mais bárbaros. Afirmo isto porque é inconcebível que recursos, doações e programas que ajudariam o ser humano a se alimentar bem acabam sendo desviados para benefício próprio.

O pior é que, nós mesmos, através de nossos votos e escolhas, colocamos pessoas que irão se corromper. Que irão roubar recursos que iriam para ajudar o semelhante.

Angola precisa, mais do que nunca, desenvolver a agricultura sustentável de modo a beneficiar, cada vez mais os menos favorecidos.

Não adianta a FAO estar no País desde 1982 e ainda convivermos com irmãos sendo mortos por falta do que comer, desnutridos ao nosso lado, nossos vizinhos, nossos irmãos.
Lembrem-se, a fome mora ao lado. Pode ser de nosso vizinho, nosso amigo, nosso colega de trabalho. Sejamos menos egoístas e mais lúcidos. Estendamos as mãos para ajudar, não para brigar.

 Gregório José

Radialista, Jornalista e Filósofo

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