Angola: Entre salvar Angola e o MPLA, “João Lourenço preferiu o partido onde também lidera índice de rejeição”

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Nos primeiros anos de sua governação, João Lourenço foi visto como uma esperança por uma Angola melhor, mas entre salvar o partido e o Estado, preferiu escolher salvar o partido que já não tem nada para dar.

As declarações são do activista cívico, Hitler Samussuku, segundo as quais, o Presidente João Lourenço criou várias frentes de combate, não gozando de simpatia entre os activistas nem tão pouco entre os partidos políticos na oposição, muito menos entre as igrejas e, até dentro do seu partido detém índice recorde de rejeição.

O activista considerou que João Lourenço nunca foi mal aconselhado, aliás, ele proprio é um ser de péssimo carácter porque tinha tudo para fazer melhor e acabou por piorar o que estava mal.

“Diferente de Agostinho Neto que até cometeu inúmeras atrocidades, mas deixou legado como o “Pai da Nação”, tal como o ditador José Eduardo dos Santos conseguiu deixar o seu legado de “arquiteto da paz”, mentor das centralidades e responsável pela grande projecção de Angola no sistema internacional”, observou Samussuku.

O esvaziamento do regime e o princípio da incerteza

De acordo ainda com Hitler, João Lourenço tomou posse, viajou “atoa”, pensando que seria acreditado como reformador, quando nem interesses tinha de revisar a constituição que torna qualquer um em ditador.

As autarquias locais, acrescenta, que são imperativos constitucional e imperativos para o processo de democratização de um Estado, João Lourenço decidiu adiar tal como adiava o seu antecessor.

“Há tentativas de recuo na decisão depois de uma elevada onda de contestação, mas o maldoso João Lourenço pensa em implementar mal as autarquias para fracassarem”, denuncia.

Para o activista, o modus operandi do Presidente da República, revela o seu grau de antipatriotismo, dedicando mais do tempo a combater os seus adversários com fake news e exclusão.

Referiu também que, Marcolino Moco (recentemente exonerado por João Lourenço no Conselho de Administração da Sonangol) que havia acreditado nele decidiu romper porque percebeu que houve mudança do mesmo pelo mesmo.

“João Lourenço criou o IVA, tem tendências de explorar o petróleo no Namibe e no Kuando Kubango, aumenta consideravelmente à divida pública sem o consentimento de ninguém, usou a seu bel prazer dinheiro do fundo soberano e viola a Constituição da República comprometendo o Estado democrático e de direito”, conforme o activista.

É igualmente de opinião, que o presidente da República, não tem outra escolha a não ser manipular as instituições para a sua reeleição, embora apela que não será fácil porque encontrará resistência dentro e fora do MPLA.

“Nem mais um dia para esses traidores da nação. Abaixo o João Lourenço e todos os seus poderes”, disse para terminar.

 

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