Angola: “Estranhas e inóquas cordialidades entre João Lourenço e Eduardo dos Santos” – Marcolino Moco

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Hoje devia começar ou até ficar-me mesmo na exclusividade de vos desejar um Feliz Natal e Ano Novo Próspero. Mas sempre preocupado com mais uma oportunidade que se perde para refundarmos esta Nação que nasceu torta, desde 1975, não posso deixar de falar um pouco de um jogo de delicadezas que me parece muito estranho.

Quando se esperava, porque alguém lançou esta esperança, que JES fizesse uma intervenção correctiva dos rumos a que JLO tem sujeitado o país, complicando o que parece tão fácil, ele, o “anterior”, permanece calado.

Entretanto, uns dias depois da continuação de uma sanha persecutória contra a sua família, que agora se consubstanciou em mais um acórdão (do TS) a todos títulos anómalo, contra o seu filho Zenu, ei-lo envolvido na recepção cordial, em sua casa oficial, do “actual”.

Este o que nunca fez questão de esconder que é ele que manda nos tribunais, ques são “obrigados” a praticar aquelas irregularidades, contra tudo e contra todos. Qualquer dia só o jurista-mor do regime, Doutor David Mendes, estará a salvo. Esse, o que acha que quando uma “maioria” de juizes decide (mesmo que não bem apurada, mas apenas determinada “a nível superior”) desde que seja para “combater a corrupção” de quem já não manda, é indiscutível.

Entretanto na corrupção actual, a vista de todos, não se toca. A estranheza destas delicadezas cínicas, se tivermos em conta a sua inutilidade para o sofrimento pelo que o país passa, desconte-se a maka da Covid, que foi o único tema audível e, aparentemente, motivo de elogios do “anterior” ao “actual”, é que o mesmo se passará em relação a outra família presidencial: a de Agostinho Neto.

Também essa andará em elogios a JLO depois da debandada exibicionista (do tipo aqui ninguém escapa?) a que foi submetida, incluindo alegadas expropriações humiliantes, por ordem de quem não tem moral de fazê-lo (devido aos seus antigos e actuais pecados), especialmente à família do já há muito falecido primeiro presidente de Angola.

É caso para terminar, colocando mais uma vez a questão que tenho deixado para investigadores, jornalistas e outros pesquisadores: este comportamento deriva da personalidade daqueles que vão chegando ao posto de chefes de estado no nosso país ou, quando lá se chega, entra-se numa gaiola que nos nos obriga a ter esses comportamentos estranhos?

Não coloquem o meu caso, que nunca cheguei a ser chefe de Estado. Muito menos numa altura em que já não temos qualquer tipo de guerra com armas na mão e nossa obrigação é redireccionar o país para a sua estabilização política, económica e social!.

 

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