Angola: Ilídio Manuel critica “duramente o ministro da Justiça após reagir sobre o massacre de Cafunfo”

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Em reacção aos recentes e pesados acontecimentos registados em Cafunfo, Lunda Norte, a 30 de Janeiro último, o ministro da Justiça, Francisco Queiroz, disse à imprensa que, ninguém deve aspirar chegar ao poder senão pela via eleitoral.

De acordo com o analista político e jornalista, Ilídio Manuel, o governante é coberto de toda a razão, ao afirmar tal verdade, pois em democracia a alternância do poder deve ser feita pela via eleitoral e não pela força ou por canais pouco transparentes.

Mas, considerou ainda, verdade seja dita, não basta defender esse princípio, pelo que é necessário que as eleições sejam Livres, Justas e Transparentes em que os vencedores vençam de forma clara e convincente, sem manipulação dos resultados e os derrotados reconheçam as suas incapacidades de não terem feito melhor.

Segundo Ilídio, as eleições são mais do que uma mera contagem de votos, mas o somatório de vários actos transparentes que precedem à votação final, sendo por isso necessário que os trabalhos de casa sejam bem feitos, pois, quanto mais transparente for o processo eleitoral, menor será a margem de contestação dos resultados.

“Durante, a polémica votação do presidente da CNE, o pelouro que o ministro Queiroz dirige esteve em cima do muro, cara dele tipo nada”, observou, acrescentando que o projecto político de Abel “Chivas” foi “varrido”, sem uma justificação convincente.

Diariamente, observou igualmente, a imprensa pública tem estado a promover a campanha eleitoral de um partido, embora a mesma não tenha sido oficialmente aberta mas sobre a não realização das Autarquias, nem uma palavra.

“A estas e outras anomalias e inquietações, o ministro responderá, numa aparente fuga para frente, que não pode interferir devido a uma suposta independência do poder dos órgãos e que o seu Ministério limita-se a tratar de questões de administração da justiça”, conforme Ilídio.

Por outra, questionou, se as eleições Livres, Justas e Transparentes, não serão uma questão de Direitos Humanos que devem constar da agenda do pelouro da Justiça.

 

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