Angola: Intercontinental Luanda Miramar, o novo ex-libris da capital

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No dia em que o país assinalou os 45 anos da Independência, passou a contar com um hotel da cadeia Intercontinental Hotel Group (IHG).

O hotel tem a designação de Intercontinental Luanda Miramar, é de 5 estrelas e assegurará 900 empregos directos.

O hotel, possui, entre outras divisões, duas suites presidenciais, quatro suites diamantes, 19 suites executivas, 16 suites júniores e 65 suites premium twin.

O luxuoso Intercontinental – Hotel & Casino, que faz parte de um conjunto de três edifícios e conta com um prédio de mais de 20 andares, e cujas obras foram retomadas em Janeiro de 2018 após dois anos de paralisação, estava na mão da Miramar Empreendimentos Lda, e é descrito como uma das maiores e mais imponentes unidades hoteleiras do País.

Foi nacionalizado no final de Outubro por um decreto assinado pelo Chefe de Estado, que determinava que 60 por cento das participações sociais da sociedade comercial Miramar Empreendimentos SA passavam para a esfera do Estado. Os restantes 40 por cento já pertenciam à Sonangol.

Numa consulta aos diários da República onde estão registadas as sociedades constituídas no País, o Novo Jornal, conforme notícia avançada a 29 de Outubro, verificou que 17% das participações da Miramar, constituída em Março de 2007, por Patrícia Carla Muside Gomes de Almeida, são de uma offshore com sede no Panamá, a Namkwang Rainbow Company, SA.

Patrícia Gomes de Almeida apresentou-se no 1º Cartório de Luanda enquanto mandatária das três empresas que viriam a deter o capital social da empresa: Sonangol SGPS – Sociedade Gestora de Participações Sociais Lda., Grupo Suninvest SARL, que tem como um dos sócios Ismael Diogo da Silva, e Namkwang Rainbow Company, SA, com sede no Panamá (Diário da República de 11 de Junho 2007 – III Série, nº 70).

O grupo Suninvest, que sofreu três alterações desde que foi criado, em 1996, por três sócios (José Antunes Neto Queiroz, Mário Leonel da Silveira Correia e Ranzi Ramuz Klink) foi transformado em 2013 numa Sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada, já sob representação de Ismael Diogo, presidente da Fundação Eduardo dos Santos (FESA).

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