Angola: Nova manifestação em Luanda deixa um morto e vários feridos entre eles, Nito Alves

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A Polícia Nacional de Angola, é acusada de disparar mortalmente contra um jovem, identificado como NLandu Lukombo, durante a repressão contra os manifestantes, num dia que marca os 45 anos de independência no país.

O triste facto ocorreu no distrito do Rangel, imediações do Hospital Américo Boavida, segundo informações para Angola24Horas.

Sabe este informativo que, o activista cívico, Nito Alves, está gravemente ferido e inconveniente após ser agredido fortemente pela Polícia Nacional, nas imediações do Comando Provincial da Polícia Nacional em Luanda, durante a concentração para os protestos deste 11 de Novembro.

Nito Alves, um dos activistas do conhecido processo 15+2, encontra-se inconsciente e carece de tratamento urgente devido aos ferimentos graves que sofreu nas mãos da Polícia na Avenida Diolinda Rodrigues (estrada de Catete), quando este é outros jovens pretendiam exercer o seu direito constitucionalmente consagrado.

A Polícia Nacional no Município do Cazenga, de acordo com uma denúncia pública, interditou a entrada e saída do comité da UNITA no município do Cazenga nesta manhã e espancou o activista conhecido por Bebeto, membro do Movimento de Estudantes de Angola (MEA).

Em meio a brutal actuação policial, os activistas continuam a afirmar que é em exercício de um direito consagrado na constituição da República que estes se baseiam para insistentemente fazer cumprir as promessas deste Executivo.

Na mesma cidade, em plena dia de Independência de Angola, do colono português, entre inauguração, celebrações e repressão policial, a manifestação segue aos diferentes pontos, arredores do local de destino pela cidadania, contra o desemprego e pelas autarquias locais.

Em declarações à Lusa, o porta-voz do comando provincial de Luanda da Polícia Nacional, Nestor Goubel, não confirmou a existência de detidos ou mortos, remetendo para mais tarde um pronunciamento das autoridades, ressaltando que estão em curso atos de intimidação, vandalismo, desordem, queima de pneus, que “a polícia está a tentar conter”.

“Há um desrespeito total até da própria data da independência e do decreto Presidencial, mas vai haver um pronunciamento oficial mais lá para frente”, referiu.

Nestor Goubel frisou que o uso de gás lacrimogéneo é um meio de dispersão da polícia, reiterando que os manifestantes estão a fazer apedrejamentos, provocando confrontos com a as autoridades e gritando insultos, “que a polícia tem sabido de forma pedagógica conter”.

Angola assinala hoje 45 anos da independência do país, um feriado em que está prevista a realização de uma manifestação, organizada por um grupo de jovens ativistas, com o objetivo de exigir melhores condições de vida e que seja apontada uma data para as primeiras eleições autárquicas.

O Governo da Província de Luanda proibiu a realização desta manifestação, invocando diversos motivos, um dos quais o não cumprimento do Decreto Presidencial sobre o estado de calamidade pública, que impede ajuntamentos de mais de cinco pessoas nas ruas, como medida de prevenção e combate à propagação da covid-19.

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