Angola: O professor era mais “respeitado” no colonialismo, diz dirigente sindical no Namibe

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Sindicalista diz que Governo “paga melhor aos polícias do que aos professores, revelando que aposta mais na repressão do que na Educação”

O secretário do Sindicato Nacional dos Professores (Sinprof) no Namibe, Martinho Nganga Gunga, teceu duras críticas à política governamental na Educação e afirmou que os professores eram mais valorizados no tempo do colonialismo.

Gunga falava após os professores terem decidido em assembleia apoiar uma greve programada em diversas províncias a partir de segunda-feira, 26.

“O colono sabia valorizar o professor, muito embora se olharmos para a própria história quem era professor, quem era enfermeiro significa que era assimilado, mas o professor era bem tratado, era bem valorizado (e para provar isso)é só perguntar aqueles que foram professores e enfermeiros no tempo colonial”, disse o sindicalista, lembrando que “tinham um salário digno porque compraram carros”, mas “hoje há professores que até à morte não conseguem comprar uma moto”.

Mais de 180 mil professores reclamam pela actualização do salário pelo tempo de serviço prestado, mas o Ministério da Educação apenas está disponível para actualizar o salário de 43 mil docentes.

“Onde ficam os outros professores, quer dizer que carreira faz-se depois de atingir vinte anos de serviço?”, interrogou-se Gunga, para quem “se o professor não tem dignidade como vamos ter ensino de qualidade em Angola?”

O secretário províncial do Sinprof fez notar que “um agente da Polícia Nacional com uma formação do ensino médio tem um salário acima de um professor licenciado e isto só demonstra que estamos num Estado que “aposta na força da repressão do cidadão e desvaloriza o sector que forma os recursos humanos”.

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