Angola: “O que não se percebe no jornalismo investigativo” – Jornalista Carlos Alberto

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Jornalismo Investigativo que não acusa ninguém nem tem capacidade para mencionar possíveis crimes na matéria (até possíveis sentenças em tribunal) é qualquer coisa menos Jornalismo Investigativo.

O facto de o Jornalismo Investigativo acusar este ou aquele não retira, é verdade, a presunção de inocência dos envolvidos.

Não é menos verdade, até prova em contrário, que alguém que seja acusado, com provas, por uma investigação séria não seja culpado.

Pode-se é questionar a idoneidade de uma determinada investigação. Quem deve garantir a idoneidade de uma determinada investigação são as instituições do Estado (desde que também não estejam nos mesmos crimes) e o público em geral em função das provas apresentadas.

Tenho estado a dizer a muita gente que o Jornalismo Investigativo é um exercício novo entre nós em Angola mas repare por exemplo na peça “Luanda Leaks” (SIC NOTÍCIAS), onde nem se provou que se tentou o contraditório de Isabel dos Santos (e muitos jornalistas e “formadores de opinião” bateram palmas à peça) e a própria TPA fez questão de a passar quase na íntegra.

Na altura, quem escreveu contra o exercício da TPA contra a presunção de inocência de Isabel dos Santos? Quem falou que não se podia acusar Isabel dos Santos naqueles moldes?


Uma única pessoa reprovou a peça da SIC: Carlos Alberto, o actual Director-Geral do PORTAL A DENÚNCIA, contrariando, inclusive, a tese do Conselheiro da ERCA Reginaldo Silva.

O PORTAL A DENÚNCIA, por sua vez, não só acusa como vai à busca (e prova isso, o que o “Luanda Leaks”, onde a PGR entra a dar entrevista, estranhamente, não o fez) do contraditório. Provámos isso desde o início das nossas actividades quando fomos ao Cuando Cubango obter o contraditório.

É normal que muitos que estejam envolvidos em crimes queiram agora tentar a todo o custo descredibilizar o PORTAL A DENÚNCIA (por ser dirigido por um angolano e não um português ou americano e ter só jovens angolanos a produzir matérias com um nível técnico que não se vê nas televisões angolanas).

É normal que muitos não aceitem que um angolano igual consiga fazer o que ninguém tinha feito em peças televisivas em Angola, mas não vão conseguir travar-nos.

Todos (absolutamente todos) os que estiverem envolvidos em crimes neste país vão entrar na nossa investigação jornalística mais dia menos dia, ponto.

Não pretendemos substituir os tribunais, como muitos dizem.

Pelo contrário, os próprios tribunais também são alvos da nossa fiscalização e investigação jornalística, pois (magistrados e juízes) também cometem crimes para favorecer A ou B contra a Justiça e a Verdade.

No PORTAL A DENÚNCIA, ninguém (absolutamente ninguém) está acima da lei.

Portanto, dentro da responsabilidade e espírito de investigação que nos caracteriza, vamos continuar a acusar (sim) dirigentes que se envolvam em crimes e vamos assumir o resultado das nossas investigações sem medo de ninguém.

Os próprios dirigentes é que devem provar que as nossas provas são falsas, ponto.

Outrossim, o PORTAL A DENÚNCIA deve ser interpretado como um parceiro do Estado (se for uma pessoa de bem) na luta contra a corrupção, contra a impunidade, contra abusos de poder, contra tráficos de Influência, contra associações criminosas, contra crimes organizados, contra todo o tipo de irregularidade que prejudique a evolução de Angola.

Nenhuma instituição neste país deve achar que está acima da lei.

Nós avisámos no lançamento do nosso PORTAL, quando renunciámos ao cargo de Conselheiro da ERCA, que iríamos usar todo o nosso know-how (inclusive o que aprendemos no SINFO/SINSE) para trazermos resultados investigativos diferenciados.

É o que estamos a fazer.

Nesta semana, a Procuradoria-Geral da República (PGR) volta a entrar em cena no PORTAL A DENÚNCIA.

Aguardem!

Vão ter de abrir mais um processo-crime contra o Carlos Alberto.

O NOSSO COMPROMISSO É COM A VERDADE E COM ANGOLA.

Carlos Alberto (Director-Geral do PORTAL A DENÚNCIA)
+244 923 570 539
19.05.2021

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