Angola: “O Silêncio contemplativo – Que Angola queremos”? – Hélder Mwana África

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O SILÊNCIO CONTEMPLATIVO – QUE ANGOLA QUEREMOS?
 
Durante esses largos tempos improdutivos, digamos, sem emitir opinião sobre a vida pública d’ (a)Ngola , estava a examinar cuidadosamente as ações humanas dos angolanos, tanto políticas como as dos cidadãos comuns.
 
REJEITAMOS ESTA ANGOLA – QUE TIPO DE PAÍS QUEREMOS?
 
Esta foi a indagação que à partida levou – me a reflexão. É notório o nível acentuado de insatisfação de angolanos um pouco por todo o país em virtude da má governação do MPLA que há mais de 45 anos pendura – se ao poder e não quer largá- lo a todo custo , quer por via democrática ( eleitoral) quer pela necessidade dos angolanos. Mas , a mim , o que constitui preocupação capital é, também, precisamente as ações dos muitos de nós que ansiamos por mudanças estruturais urgentes.
 
Lembro-me, pois que no período colonial os angolanos honestos e patriotas lutaram acerrimamente para que hoje desfrutássemos dessa (in) dependência, pese embora ser reflectida com maior incidência à política em detrimento da economia que ainda é controlada pelos Ocidentais – mas ainda assim, devemos louvar este facto. Valeu apenas.
 
Porém, falhamos precisamente pelo facto de as lutas não terem sido antecipadas com planos, projectos de sociedade, etc.
 
Os mesmos intelectuais que lutaram para a independência de Angola são os mesmos que hoje colapsaram o país; introduzindo novos elementos tipicamente coloniais, onde apenas uma minoria reconhece e vê assistido seus direitos , liberdades e garantias fundamentais, em detrimento da larga maioria. Como resultado é este fiasco generalizado, a ausência de Governo, Executivo, enfim, que assistimos hoje.
 
OS SINAIS INDICIAM A REPETIÇÃO DOS FACTOS.
 
Logicamente. Diferente dos tempos remotos , onde eram maioritariamente elementos partidários envolvidos na luta, hoje em dia – as coisas mudaram na medida em que o Hélder Mwana África mesmo sendo apartidário empenha-se na luta por uma Angola justa , e a larga maioria segue a mesma lógica de ação.
 
Mas preocupa -me o facto de estes cidadãos, compatriotas maioritariamente sem militância Política, e alguns deles atidos aos partidos políticos, estarem a evidenciar sinais claros de uma Angola fracassada. Ou seja, os mesmos erros cometidos pelos nossos mais velhos no passado estão na iminência de serem repetidos : intolerância, falta de projetos de sociedade, retaliações pessoais , etc.
 
PARA O FUTURO GOVERNO
 
Como disse acima , sou um cidadão angolano estritamente apartidário e defensor acérrimo das causas justas , dos direitos , liberdades e garantias fundamentais. Por isso, olho as coisas como são , sem tirar partido de nada, apenas aos factos. Daí que , preocupado com o futuro de Angola, isto é, na sua reconstrução – toda responsabilidade e olhar crítico faz -se necessário se de facto queremos uma Angola justa.
 
Claramente que, os problemas do país são por demais conhecidos por todos (salvo raras excepções) , mas por todos mesmo. Onde está o problema? Em preencher essas lacunas; na forma como se pretende resolver o problema.
 
Os mais velhos dizem que não se pode resolver um problema criando outro problema. E infelizmente é isso que vamos constatando. Angola com a governação do MPLA tem as instituições do Estado capturadas e postas ao serviço de uma gangue, a uma cáfila de ladrões , oportunistas e antipatriotas ( FAA, SINSE, SIC, PGR , Polícia Nacional, SME SIM…) órgãos de comunicação social ( RNA , JA, ANGOP, TPA…) só para citar estes , todos estão nas mãos do MPLA , servem os interesses das elites deste partido.
 
ONDE ESTA O PROBLEMA?
 
Na tendência da repetição dos mesmos erros (hipoteticamente) evidenciadas pelas ações de políticos opositores , sobretudo a esta nova vaga de jovens.
 
Devemos combater à partida este mal que se vai entronizando aos poucos na tão almejada nova Angola. Sou de opinião que os políticos, digamos, partidos com vocação ao poder nos apresentem seus projetos de sociedade que se quer inclusiva , porque o que temos vindo a constatar é que os ditos cujos intentos limitam-se a ascender ao poder a custa do povo para satisfação de militantes partidários.
 
Esse é o erro de que me refiro. Temos constatado isso vezes sem conta estas ações excludentes e não democráticas.
 
O MPLA cometeu este erro , só os seus militantes são cidadãos que merecem todos os privilégios que dignificam a pessoa humana , e o resto é animal , uma presa fácil a ser abatida e defenestrada .
 
Não. Me recuso a participar na construção dessa tão almejada nova Angola, é insignificante, ansiamos uma Angola inclusiva , onde um cidadão como eu (Hélder) mesmo sendo apartidário goze das regalias e todos os direitos como pessoa , e não essa coisa que estamos a ver.
 
A mudança pressupõe não apenas a retirada do MPLA no poder mas também na mudança de consciência dos nossos actores políticos, principalmente àqueles que estão mais próximo do poder .
 
É urgente.
 
 
Hélder Mwana África

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