Angola: Oposição política angolana contra envolvimento militar na RD do Congo

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A oposição política angolana desencoraja qualquer envolvimento militar no conflito interno na República Democrática do Congo (RDC) depois das forças aéreas dos dois países terem realizado na sexta-feira, 20, um exercício conjunto descrito como visando “testar o grau de preparação e prontidão dos seus especialistas”.

 

O show aéreo sobre Kinshasa foi, segundo a imprensa pública, “a prova da vontade inequívoca de cooperar e manter relações plenas de boa vizinhança”.

O exercício militar conjunto, o primeiro entre os dois países, teve lugar dias depois de o Presidente da RDC, Félix Tshisekedi, ter solicitado apoio a Luanda para o reforço da capacidade das forças de defesa e segurança do país.

O Presidente angolano, João Lourenço, que assumiu, na mesma sexta-feira, a presidência rotativa da Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), assegurou que vai trabalhar em conjunto para desenvolver uma cooperação estreita entre os Estados membros, erradicar os grupos armados e fazer respeitar os acordos de paz concluídos na região.

Para o vice-presidente da CASA-CE, Manuel Fernandes, Angola não pode actuar fora do espirito que norteou a criação daquela organização regional.

Fernandes acrescenta que o “país não pode voltar a envolver-se no conflito interno da RDC por via da força, sob pena de reacender o sentimento hostil da sociedade congolesa em relação a Angola”.

Por sua vez, o secretário-geral do PRS, Rui Malopa lembra que qualquer envolvimento de Angola em conflitos internos de países vizinhos tem de ter a autorização da Assembleia Nacional e acrescenta que o uso da força “não facilita os processos de paz na região” nem a crise interna vigente na RDC.

Na opinião do líder da FNLA, Lucas Ngonda, a cooperação militar entre Angola e a RDC remonta aos anos da Presidência da Joseph Kabila e visa a salvaguarda da defesa e integridade dos países, que partilham uma extensa fronteira comum, mas adverte, que o envolvimento militar na crise interna daquele país já “ não é aconselhável”.

Na segunda-feira, 16, o Presidente da RDC, Félix Tshisekedi, encontrou-se em Luanda com João Lourenço.

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