Angola: “Pilhagem de África e a conivência dos Estados Africanos” – Hélder Mwana África

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Sobre a pilhagem de África, Tom Burgis já vem apelando como as américas, Europa e Ásia se enriqueceram com as suas ditas multinacionais. Isso tem custado vidas de muitas pessoas humanas , também, em consequência disso, o continente é relegado na extrema pobreza, e devido a escassez os sistemas de Saúde e Educação ficam fragilizados , daí que a nossa expectativa de vida não passa dos 40 anos porque os hospitais não apresentam condições materiais e humanas para dar respostas atempadas aos vários problemas de saúde.
 
Hoje , a minha dissecção será em torno da multinacional Anglo American ; vi ontem no jornal das 20h que a dita vai explorar cobalto e prata no Moxico e mais uma província aí que não me lembro agora.
 
É dessa vulnerabilidade que me coça os neurónios; Angola é nosso país mas quem explora os nossos recursos são empresas estrangeiras, são os estrangeiros quem decidem a parte dos recursos sendo a maior parte deles o resto fica para Angola . Em “Pilhagem de África” , Tom Burgis explica claramente como este saque favorece os países ou enriquece as Américas, Europa e até mesmo a Ásia, ou seja, essas ditas potências mundiais são o que são porque alimentam-se do nosso sangue e recursos , a exemplo do presidente da Tanzânia, Jhon Magufuli, morto por tentar impedir que essa corja de ladrões dassem outros destinos aos recursos do seu país , ele queria apenas que os recursos do seu país servisse para o seu povo e em consequência disso ,claro e com alguma conivência dos escravos domésticos e de estimação -assassinaram o cota.
 
Essa é a real situação de África , situação essa que tem causado mortes ferrenhas ao povo e aos Estadistas panafricanistas.
 
Já no MOXICO, acredito , essa exploração não trará nenhum benefício a esta população, tudo irá para as américas e o resto ficará para Luanda. É bastante constrangedor a situação de Angola e de África, mas temos solução para contornarmos isso :
 
  • (i) termos uma unidade Africana de facto ,
 
  • (ii) ter uma integração económica de facto,
 
  • (iii)termos uma livre circulação e livre mercado ,
 
  • (iv) termos uma moeda única,
 
  • (v) termos uma força militar Africana ,
 
  • (vi) termos indústrias bélicas e não só
 
  • (vii) e (viii) termos capital humano próprio à altura dos grandes desafios emergentes, nomeadamente, a exploração de recursos naturais, combate às grandes endemias e pandemias, etc.
 
Só assim , conseguiremos minimamente sair do marasmo em que nos encontramos. E , portanto, isso requer união entre todos , uma aposta massiva dos Estados na Educação e Saúde , no investimento à Tecnologia, Inovação e não necessariamente às ciências sociais e humanas, uma rotura a esta última impõe-se com máxima urgência.
 
Pois, é preciso também que os Estados Africanos parem de roubar o dinheiro dos povos , de dar outros destinos ao que não lhes pertence e alocar verbas nas áreas supramencionadas.
 
Hélder Mwana África
 
Panafricanista

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