Angola: Relatório considera Governo de João Lourenço melhor e mais democrático

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O documento que monitoriza a acção governativa em Angola, apartir de 2017, num conjunto de 78 páginas pertencente à Universidade Católica de Angola, considera ainda que apenas 3,12% dos inquiridos, de um total de 1.442 pessoas ouvidas, consideram o actual Governo como sendo pior em relação ao liberado pelo ex-Presidente José Eduardo dos Santos.  

O documento, que monitoriza a acção governativa em Angola, a partir de 2017, num conjunto de 78 páginas pertencente a Universidade Católica de Angola, considera ainda que outros 3,12% dos inquiridos, de um total de 1.442 pessoas ouvidas, consideram o actual governo como sendo pior do que o anterior liderado pelo ex-Presidente, José Eduardo dos Santos

Um relatório da Universidade Católica de Angola sobre a governação em Angola, das eleições de 2017 à actuação governativa, define que, 47,92 por cento dos angolanos consideram que o actual Executivo, liderado por João Lourenço, é melhor e tem mais esperança, mais liberdade e democracia em relação ao Governo anterior.

Já outros 3,12% dos inquiridos, de um total de 1.442 pessoas ouvidas, consideram o actual Governo como sendo pior do que o anterior, 35,51% diz não há diferença, 0,90 % considera que só faz exonerações e nomeações e 1,32 % considera que a diferença é relativa e que o actual governo é mais reformista.

Segundo ainda o documento, 4,58% considera ser cedo para fazer uma avaliação (não souberam dizer ou não tiveram opinião). Outros 0,76% dizem haver muita diferença e 1,25% dizem haver diferença.

Por outro lado, no que refere às prioridades de governação do actual Governo, numa soma de 1.313 inqueridos, entre outros, 39,45% dizem que o Executivo de João Lourenço tem virado as suas prioridades para o sector social e sector económico (agricultura, indústria educação), 23,69% entende que as prioridade têm recaído para o sector da educação, saúde, infra-estruturas, formação, 8,99% refere a aposta no combate à corrupção, 7,84% aponta o sector económico como o emprego, combate à crise e desenvolvimento como das grandes apostas e 6,70% dizem que a aposta tem recaído para o sector social, sector económico e reforma do Estado (autarquias, mais democracia e instituições).

Angolanos acreditam na recuperação da economia

No entanto, Angola enfrenta um período de crise económico-financeira motivado pela queda do preço do petróleo e pelas dificuldades impostas pela Covi-19.

Porém, no que toca à melhoria da economia, o documento, de 76 páginas, ouviu um grosso de 1.587 pessoas. Destas, 79,84% acredita que a economia vai melhorar e outros 20,16% dizem que não vai melhorar.

Já no que toca à diminuição da pobreza, ouvidos um efectivo de 1584, 64,71% acreditam que este mal vai diminuir e outros 35,29% pensa que não.

Combate à corrupção

No que toca ao combate à corrupção, que tem sido a bandeira do programa de governação de João Lourenço, o inquérito aponta que 39,53% dos inquiridos de um total de 1.189 pessoas, consideraram o combate à corrupção e repatriamento de capitais como sendo das três principais medidas do actual Executivo. Já outros 20,02% entendem o combate à pobreza e corrupção como sendo das principais medidas levadas à cabo pelo Governo.

Margem expressiva

Para o mestre em Ciências Políticas,

Lutina Santos, a margem percentual dos que dão nota positiva à governação é expressiva o que, frisou, certamente, traduz uma avaliação aceitável, a julgar pelo facto de a Universidade Católica ter se mostrado exigente nos trabalhos que desenvolve e, este, “certamente, tem reunido imensa pertinência. Pela margem percentual que apresenta, da população inquirida, é notável que uma parte destes (47%) têm a percepção positiva em relação ao desempenho da governação do actual Presidente da República”.

De acordo com o académico, apesar da margem positiva à acção governativa, este ano foi desafiante para a governação de João Lourenço por conta da crise económica que não conheceu qualquer alteração susceptível de influenciar o comportamento dos mercados e de capacitar os agentes económicos no sentido de responderem às necessidades dos consumidores. Para além disso, frisou, o país enfrenta a situação da Covid-19 que começou na China e se propagou em boa parte dos países uns com maior impacto e outros com menor.

“Mas, de qualquer modo, dificultou a resposta dos mercados com as alterações que os governos adoptaram com a redução da mobilidade. E Angola, que depende do mercado internacional, não tinha como não sofrer os efeitos violentos das alterações que os principais mercados internacionais tiveram”, esclareceu

Conforme explicou, todo este conjunto de situações interferiram no quadro da resposta governativa relativamente às expectativas dos cidadãos que reclamam mais emprego e melhores condições sociais.

Segundo ainda Lutina Santos, em Angola, por conta da crise, verifica-se uma maior atenção no fomento da produção interna, que, no seu entender, é um caminho desejável se o país quiser manter uma resposta aceitável no quadro dos desafios que tem vindo a ter.

“As reformas em curso no país devem continuar, sendo que a mais desafiante está nas mentalidades. Esta deve ser seguida a fim de se garantir uma excelente conjugação com aquela feita a nível das instituições. Podemos reduzir o número de instituições e introduzirmos novos procedimentos administrativos, mas tudo isso poderá ter pouco peso se evoluirmos pouco em termos de reforma das mentalidades”, apontou.

“As reformas em curso no país devem continuar, sendo que a mais desafiante está nas mentalidades. Esta deve ser seguida a fim de se garantir uma excelente conjugação com aquela feita a nível das instituições.

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