Eleições Gerais 2022: Candidato do MPLA diz que teve a coragem de lutar contra a “corrupção” em Angola

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O Candidato do MPLA à presidência angolana voltou hoje à corrupção como ponto central do seu discurso, elogiando os “fortes” que tiveram a coragem de combater este problema, ao contrário dos que acreditavam na autodestruição do partido.

João Lourenço, líder do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e que se recandidata a um novo mandato como Presidente da República de Angola, discursou na província onde nasceu, Benguela, onde apresentou as linhas mestras do programa do governo e as suas realizações no atual mandato, que está prestes a terminar.

Insistiu na coragem de ter combatido a corrupção num discurso cheio de recados aos adversários da União Nacional para Independência Total de Angola (UNITA), que não nomeou, mas que disse terem esfregado “as mãos de contentes” quando se decidiu a combater este crime.

“Olha, começou a autodestruição do Movimento Popular de Libertação de Angola, pensavam, erradamente. Pensavam que os mais de três milhões de militantes do MPLA eram corruptos? Isso é possível, é credível, será que os três milhões ou mais são corruptos?”, questionou os seus apoiantes, durante um comício no âmbito da campanha eleitoral.

“Corruptos são alguns, não se pode considerar que somos todos, senão não seríamos nós próprios a ter a coragem de corrigir e combater a corrupção”, salientou.

“Eles viram a determinação com que se começou a combater a corrupção e bateram palmas, embora cá fora digam que é uma farsa e que não estão a combater a corrupção, como se eles estivessem… Porque eles também têm corruptos no seu meio e não fazem nada”, acusou.

Antes pelo contrário, disse João Lourenço: “Nós saímos muito mais fortes pelo facto de termos tido a coragem de ser nós a tomar as medidas que se impunha, de dizer “basta”, fomos nós que o fizemos”.

O líder do MPLA voltou a apelar ao voto no 8, posição que o partido ocupa no boletim do voto onde existem oito escolhas partidárias, e que corre pela continuidade para voltar a assegurar o governo de Angola que domina desde a independência, em 1975.

“Nós somos poder, os outros não são poder, e pelo facto de sermos poder temos obra a apresentar, a mostrar e essa obra é de grande dimensão”, frisou, elogiando o executivo que tem feito “bastante” em prol de Angola e dos angolanos.

Congratulou-se ainda com a realização de cultos ecuménicos em prol das eleições, elogiando as igrejas e a sociedade civil: “A verdadeira sociedade civil, não aqueles lúmpenes, não aqueles bandidos a quem eles chamam de sociedade civil – essas sim, têm uma postura patriótica” para que as eleições gerais decorram num clima de paz e estabilidade.

Angola vai a votos no dia 24 de agosto para escolher um novo Presidente da Republica e novos representantes na Assembleia Nacional.

 

 

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