Eleições Gerais 2022: Veteranos de guerra dizem que “eleições gerais” vão mudar Angola

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Quaisquer que sejam os resultados das próximas eleições em Angola, o vencedor terá que efectuar profundas mudanças no país, disseram veteranos de guerra dos dois maiores partidos políticos, o MPLA e a UNITA.

José Sumbo, general na reserva e membro do MPLA, considera que tudo vai depender se o vencedor das eleições aprendeu com o passado.

“As coisas estão tão claras que eu não vejo hoje dentro do MPLA ninguém disponível, caso ganhe, a manter as coisas como elas estão, tem que se tirar lições do passado, aprender com os erros que não foram poucos”, diz.

José Samuel Chiwale, outro general mas das antigas forças armadas da UNITA, FALA, acredita que desta vez não haverá hipóteses do adversário levar a melhor.

Depois de 24 de Agosto, o país será outro porque uma vez a UNITA no poder irá mudar tudo, a maneira de pensar das pessoas vai ser diferente, a UNITA desta vez vai vencer “, afirma confiante.

A FMFWorld.Org ouviu igualmente Manuel Mendes de Carvalho Pacavira, General Paka, do MPLA mas afastado das hostes dos “camaradas” há anos.

“Ainda que o resultado nas eleições não seja favorável ao povo, só o facto dos negros de Angola estarem conscientes de que têm necessidade de lutar, é a maior vitória”, disse afirmando que “a nova revolução começou”.

“Com a onda de contestação que hoje é muito grande não vai ser pera doce se se pensa que é só chegar e acelerar, para os mesmos continuarem a roubar, a pilhar o país”, conclui o General Paka.

Outro general reformado, mas do lado das FALA, Abílio Kamalata Numa, afirma ter convicção que desta vez o seu partido e outros patriotas vão saber contrapôr “as artimanhas” que têm levado a manutenção do poder do MPLA.

“Veja a nossa lista eleitoral, constam todas as sensibilidades, desde membros do BD, do Pra-Já, tendências de Cabinda e das Lundas, da sociedade civil e até do MPLA”, destaca aquele veterano de guerra, para quem “o angolano está farto, quer outra coisa, ja não quer mais cinco anos da mesma visão que levou Angola para a sua autofagia”.

 

 

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