EUA: Donald Trump usa plataforma que criou para tentar voltar ao Twitter mas é “suspenso” novamente

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Com o estilo fulminante que utilizou nos tweets presidenciais, Donald Trump já fez inúmeros comentários na rede social que criou. E tentou usar o serviço para voltar ao Twitter, mas foi suspenso.

Sem poder utilizar o Twitter, Donald Trump, o antigo presidente dos EUA, criou a sua própria plataforma de comunicação. A primeira publicação foi feita pouco tempo depois e seguiram-se outras tantas, sempre com o estilo fulminante a que o antigo Chefe de Estado habituou os seus seguidores nas redes socias. Ao mesmo tempo, todas as publicações eram partilhadas no Twitter na conta oficial do site, a “@djtdesk“, como conta a Newsweek. Como Trump continua banido da rede social, esta conta, e outras que tentaram fazer o mesmo, têm sido retiradas.

Devido a esta situação, a hashtag — mecanismo do Twitter para destacar tópicos específicos — “#RemoveTrumpJack” [algo como “tira o Trump, Jack”, em portugês], foi uma das mais utilizadas na quinta-feira. A frase é um apelo de alguns utilizadores a Jack Dorsey, o presidente executivo e fundador do Twitter.

A plataforma “Diretamente da secretária de Donald J. Trump” [From the Desk of Donald J. Trump, em inglês], é a tentativa de o ex-presidente norte-americano voltar ao debate público. Cada publicação que faz pode facilmente ser partilhada tanto no Twitter, como no Facebook — outra rede social na qual continua a não poder escrever publicações.

Donald Trump foi banido do Twitter após a rede social ter considerado que as publicações que fez incentivaram o ataque ao Capitólio que ocorreu a 6 de janeiro deste ano. Desde aí, o antigo chefe de estado, que utilizava a rede social numa base praticamente diária, deixou de poder usar uma das principais plataformas de comunicação que tinha ao seu dispor.

No caso da suspensão do Facebook, ainda não se sabe o que vai acontecer — a rede social tem agora seis meses para tomar uma decisão final, como foi decidido pelo Quadro de Supervisão da empresa. Contudo, em fevereiro, o Twitter afirmou que Trump ia ficar banido para sempre, mesmo que volte a candidatar-se ao cargo que ocupava.

Na quarta-feira, após a decisão do Quadro de Supervisão do Facebook, Trump utilizou esta plataforma para criticar estar impedido de publicar nas principais redes sociais. “O que o Facebook, Twitter e Google fizeram é uma vergonha total e uma vergonha para o nosso país”, escreveu. Além disso, Trump referiu que “a liberdade de expressão foi retirada ao presidente dos Estados Unidos porque os lunáticos da esquerda radical têm medo da verdade, mas a verdade virá de qualquer maneira, maior e mais forte do que nunca”. O ex-líder disse ainda que estas empresas são “corruptas” e que têm de “pagar um preço político” por o terem banido.

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