EUA: Obras na futura sede do Fundo Soberano angolano vai custar “1,1 milhões de euros”

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O Fundo Soberano de Angola (FSA) lançou um concurso limitado por prévia qualificação para a execução de obras de adequação das instalações da sua nova sede, em Luanda, orçado em 884,2 milhões de kwanzas (1,1 milhões de euros).

Em comunicado tornado público pelo Jornal de Angola, o FSA refere que as obras de adequação de três pisos das instalações da nova sede da instituição no edifício Imbo Bussiness Center, em Luanda, têm um valor estimado de 884.250.000 kwanzas.

Com um prazo de execução de seis meses, sublinha-se no comunicado, o concurso que implica a celebração de um contrato público, à luz da Lei dos Contratos Públicos, está aberto apenas à participação de entidades nacionais.

O FSA quer uma proposta “economicamente vantajosa” de empresas com requisitos mínimos de capacidade técnica, cinco anos de experiência mínima em empreitadas e um portfólio de pelo menos duas obras de construção ou adequação de “complexidade comparável” nos últimos quatro anos.

Declaração sobre o volume global de negócios relativo aos últimos três anos e declaração bancária adequada ou prova da subscrição de seguro de riscos profissionais e lista de clientes e obras executadas nos últimos dois anos constam também entre os requisitos.

Segundo a nota, assinada pelo presidente do conselho de administração do FSA Carlos Alberto Lopes, as peças do procedimento ao concurso custam 75.000 kwanzas (100 euros) e o prazo de apresentação das candidaturas decorre até 20 de abril.

O Fundo Soberano de Angola obteve em 2019, ano a que se reporta a última informação financeira, um resultado líquido de 234 milhões de dólares (206 milhões de euros) após dois anos de prejuízos.

O resultado estava associado, segundo uma nota divulgada na altura, ao bom desempenho dos mercados financeiros internacionais em que o Fundo tem investidos mais de 1.789 milhões de dólares (1.572 milhões de euros) sobre os quais registou ganhos potenciais, não realizados, dos instrumentos de dívida (obrigações) e instrumentos de capital (ações) no valor acumulado de 189 milhões de dólares (166 milhões de euros).

Em 2020, o FSA tinha ativos de 4.587 milhões de dólares (4.032 milhões de euros) e capitais próprios de 3.669 milhões de dólares (3.227 milhões de euros), enquanto os custos com a gestão dos investimentos líquidos foram de quatro milhões de dólares (3,5 milhões de euros) em 2019 e os custos operacionais atingiram 15 milhões de dólares (13 milhões de euros).

Em 2018, o Fundo tinha registado um prejuízo de 104 milhões de dólares (91 milhões de euros), associados ao mau desemprenho dos mercados financeiros, em que aquela instituição tinha investidos mais de 1.431 milhões de dólares (1.258 milhões de euros).

As perdas potenciais, não realizadas, das obrigações e ações atingiram um valor de 162 milhões de dólares (142 milhões de euros).

Em 2017, o FSA apresentou um prejuízo de 384 milhões de dólares (338 milhões de euros) que derivou “da anulação das mais-valias potenciais reconhecidas no exercício de 2016 sobre ativos avaliados naquela data, constituídos, essencialmente, pelas concessões do Estado angolano para a construção e exploração do Porto do Caio, exploração de seis fazendas agrícolas e dos perímetros florestais, num total de 435 milhões de dólares (383 milhões de euros).

A reestruturação do FSA teve início em janeiro de 2018, com a nomeação de um novo Conselho de Administração e a criação de um comité de investimento que iniciou funções no terceiro trimestre de 2019.

 

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