EUA: Procuradoria-Geral angolana (PGR) tem dados sobre dinheiro apreendido na operação “Caranguejo”

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O Procurador geral de Angola, Hélder Pitta Gróz informou que a instituição que dirige já tem dados da origem dos milhões de dólares apreendidos na operação “Caranguejo”

A Procuradoria-Geral da República tem quase a certeza que os valores foram retirados através do Orçamento Geral do Estado (OGE)”, afirmou Hélder Pitta Gróz, em Saurimo, Lunda Sul.

No dia 24 do corrente mês, a Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou a apreensão de 10 milhões de dólares, 700 mil euros e vários milhares de kwanzas em posse de oficiais militares da Casa de Segurança do Presidente da República, numa operação designada “Caranguejo”.

Um dos indivíduos arrolado neste processo é o chefe das finanças da banda musical do Presidente da República, major Pedro Lussaty, detido na semana passada na posse de várias malas carregadas de milhares de dólares e euros e outros artigos valiosos.

Caso Cafunfu

O procurador-geral da República, que em Saurimo, Lunda Sul, presidiu a 1ª reunião anual de balanço das actividades desenvolvidas pela PGR nas províncias da Lunda Sul, Lunda Norte e Moxico, confirmou que o processo dos agentes da polícia que assassinaram cidadãos no Cafunfu (município do Cuango), Lunda Norte, segue seus tramites.

Fez saber que o mesmo está a ser tratado e que a PGR já solicitou celeridade dos magistrados, de forma responsabilizar os presumíveis autores.

O caso remonta de Fevereiro deste ano, quanto a Polícia Nacional frustrou, na Lunda Norte, um acto de rebelião armada, protagonizado pelo denominado “Movimento Protectorado Lunda Tchokwe”.

A acção resultou na morte de seis dos atacantes e ferimento de dois oficiais das forças policiais.

No mesmo dia, em comunicado, o Comando Provincial da Lunda Norte da Polícia Nacional deu conta que a “violenta manifestação”, que ocorreu na vila de Cafunfu, município do Cuango (Lunda Norte), resultou, ainda, no ferimento de outros três insurrectos.

A rebelião aconteceu quando os manifestantes desta organização, sem estatuto legal, dirigiram-se às instalações da esquadra policial de Cafunfu, para a sua ocupação, com a pretensão de aposição de uma bandeira pertencente ao movimento.

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