Governo de Angola vão criar “Linha Verde” para facilitar vistos de investidores e melhorar o ambiente de negócios

O Governo de Angola vai implementar uma “linha verde” para facilitar os vistos para investidores estrangeiros e melhorar o ambiente de negócios, anunciou o secretário de Estado da Economia, Ivan dos Santos.

Discursando em Luanda na abertura do VI Encontro Empresarial Portugal/Angola, promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola (CCIPA), Ivan dos Santos sublinhou as vantagens do investimento e o trabalho que há ainda por fazer no sentido de equilibrar a balança comercial entre os dois países.

Em 2022, Angola foi o primeiro país africano de destino das exportações portuguesas e nono a nível mundial, mas as importações portuguesas de produtos angolanos estão ainda abaixo das expectativas, com Angola a posicionar-se no 27.º lugar na lista de países de origem dos bens comprados por Portugal.

Ivan dos Santos destacou a intenção de “garantir esse equilíbrio” e continuar a trabalhar no sentido da atração de investimento estrangeiro para Angola, conferindo uma maior celeridade e transparência nos processos administrativos e facilidade de acesso à informação.

“Para o efeito, está em fase de implementação algumas medidas que deverão ter impacto imediato e serão ferramentas úteis para todos os empresários nacionais e estrangeiros que pretendem investir em Angola”, realçou.

Entre esta está a “Linha Verde”, que apresentou como “um mecanismo simplificado, mais cómodo e célere para a obtenção do visto” para os investidores no mercado angolano.

No mesmo âmbito, anunciou para breve um portal dedicado à atração de investimento estrangeiro em projetos angolanos georreferenciados, “que irá conceder aos investidores a possibilidade de conhecer projetos prontos para o investimento privado imediato”.

Na plataforma poderá ser submetida a própria intenção de investimento, seja em regime de investimento autónomo ou de parceria, pública ou privada, bem como a oportunidade de fazer negócios com os produtores nacionais para compra e venda de bens e serviços, adiantou.

No evento, que congregou cerca de uma centena de empresários portugueses e angolanos, servindo como antecâmara da Feira Internacional de Luanda (FILDA), que se inicia na terça-feira e decorre até sábado, Ivan dos Santos salientou também que a promoção do empresariado privado está no centro da estratégia de governação do executivo angolano, com políticas e programas orientados para apoiar a produção nacional.

O secretário de Estado admitiu, no entanto, que a economia angolana enfrenta um “momento desafiador”, apontando o pacote de medidas extraordinárias, aprovado na passada sexta-feira, com medidas financeiras e fiscais, e “que ajudarão o país a permanecer na via do crescimento económico”.

“Pretendemos, com estas medidas, reduzir o impacto de um dos grandes males da nossa economia, representado pela dependência excessiva na importação de produtos de alta necessidade, pois é nossa intenção que estes produtos passem a ser produzidos internamente”, acrescentou.

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