Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Angola elegeu “o Bispo Alberto Segunda” como o novo presbítero-geral

A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Angola elegeu hoje um novo presbítero geral, dando continuidade a Alberto Segunda que já liderava a ala considerada “brasileira” desta organização religiosa, envolvida nos últimos anos em conflitos em Angola.

A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Angola tem mantido uma liderança bicéfala dividida entre a ala reformista, dita “angolana”, chefiada por Valente Bizerra Luís, e a ala “brasileira” da seita fundada por Edir Macedo, liderada pelo também angolano Alberto Segunda, que substituiu no cargo o brasileiro Honorilton Gonçalves, condenado a três anos de pena suspensa por crimes de violência física e psicológica.

No ano passado, a IURD deu a conhecer uma “decisão conciliatória promovida pelo Estado Angolano”, segundo a qual o bispo Alberto Segunda foi reconhecido como o único líder da igreja, que adotou a designação de Igreja Universal Angola.

Na passada terça-feira a direção da Igreja Universal Angola convocou uma Assembleia-Geral para eleger, no domingo, novos órgãos sociais, um ato que foi prontamente refutado pela ala angolana liderada pelo bispo Valente Bizerra.

Num comunicado, os dissidentes afirmavam que “a IURD-Angola não convocou nenhuma assembleia-geral e não se vincula à dita assembleia-geral convocada por um dos bispos ligados ao bispo Alberto Segunda, em falsa qualidade, para ludibriar os fiéis e a sociedade, sem que para tal tenha sido mandatado pela direção da Igreja”.

Na resposta, a ala liderada por Alberto Segunda, defendeu que a intervenção do Estado angolano, foi necessária para pôr fim ao clima de incerteza que a igreja Universal vivenciava, devendo ser considerada por todos como símbolo de paz e unidade entre os irmãos da mesma fé.

“A Assembleia Geral Universal não pode ser vista como vitória de uma parte da Igreja, mais sim de todos os filhos da Universal que ontem estavam desavindos e hoje podem congregar em uma só fé”, disseram num comunicado, segundo o qual ficaram para trás “as famosas “alas”, os tumultos, os debates as nomenclaturas, e todo o tipo de hostilidade que em nada abona a nossa fé”.

A Igreja Universal Angola referiu ainda na mesma nota que a convocação desta Assembleia Geral fazia parte do acordo conciliatório.

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