Inglaterra: Emissora transmite cerimónias fúnebres de Sindika Dokolo em Londres

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Homenagens ao empresário congolês, marido de Isabel dos Santos, ocorrem simultaneamente em Londres, Luanda e Kinshasa. Sindika Dokolo morreu quando praticava mergulho no Dubai no dia 29 de outubro.

As exéquias fúnebres de Sindika Dokolo ocorrem na manhã e tarde desta terça-feira (17.11) na catedral de Westminster, em Londres. Além da capital britânica, cerimónias em homenagem ao empresário acontecem simultaneamente em Luanda e Kinshasa.

A página de Isabel dos Santos no Facebook informa que, “como nem todos podem estar presentes por causa da pandemia” a Zap TV irá transmitir o evento fúnebre para Angola, Moçambique, Portugal e Europa.

Segundo a informação divulgada pela empresária angolana, a transmissão ocorre porque Dokolo foi um dos fundadores e membro dos órgãos sociais da Zap Viva, “sendo este um tributo que os trabalhadores e colaboradores pretendem prestar em honra desta figura tão querida”. A família também disponibilizou um link no YouTube para que se acompanhe a missa.

A página da viúva de Dokolo também se refere a ele como um “empresário, filantropo, defensor de direitos civis e colecionador de arte. A Fundação Sindika Dokolo de arte contemporânea e africana distinguiu-se pelo seu trabalho de identificação e recuperação de obras de arte levadas de museus africanos”.

Homenagem em Kishasa

O Museu Nacional da República Democrática do Congo em Kinshasa abre esta quarta-feira (18.11) para prestar homenagem e condolências ao empresário, segundo informação partilhada no seu Instagram.

Sindika Dokolo morreu no Dubai no dia 29 de outubro, aos 48 anos, quando praticava uma forma de mergulho localmente conhecida como ‘al-hivari’, que não utiliza equipamento de respiração e utiliza exclusivamente o ar existente nos pulmões. A polícia do Dubai declarou que não suspeita de qualquer “ato criminoso”na morte do empresário.

Dokolo e Isabel dos Santos são suspeitos de terem lesado o Estado angolano em milhões de dólares e foram alvo de arresto de bens e participações sociais em empresas, em dezembro do ano passado, por determinação do Tribunal Provincial de Luanda.

Além da justiça angolana, Sindika Dokolo estava também na mira das autoridades holandesas, que abriram uma investigação sobre a Exem Energy, sociedade através da qual Sindika Dokolo e Isabel dos Santos são donos de uma posição indireta de 6% na Galp Energia.

Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação (ICIJ) revelou em janeiro, mais de 715 mil ficheiros, que detalham esquemas financeiros de Isabel dos Santos e Sindika Dokolo, que terão permitido retirar dinheiro do erário público angolano, utilizando paraísos fiscais. Ambos negaram sempre as acusações, afirmando ser vítimas de perseguição política.

Texto da DW África

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