Joe Biden: EUA “responderão energicamente” a uma invasão russa na Ucrânia

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Joe Biden reforça que serão adotadas sanções duras e uma maior presença dos EUA na Europa se a Rússia invadir a Ucrânia. O Presidente Zelensky disse ter ficado satisfeito com apoio dos Estados Unidos.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, garantiu este domingo ao seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, que os EUA e os seus aliados “responderão energicamente” se a Rússia invadir a Ucrânia, anunciou a Casa Branca.

Num comunicado de imprensa assinado pela porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, lê-se que “o Presidente Biden deixou claro que os Estados Unidos e seus aliados responderão vigorosamente se a Rússia invadir a Ucrânia”.

Biden e Zelensky mantiveram no domingo uma conversa telefónica, conforme tinha sido anunciado na sexta-feira.

Joe Biden, que multiplica as advertências a Vladimir Putin e defende a “diminuição da tensão”, voltou a alertar o Presidente russo contra uma tentativa de invasão da Ucrânia durante uma conversa telefónica com Vladimir Putin na quinta-feira.

“Deixei claro para o Presidente Putin que adotaríamos sanções duras e aumentaríamos a nossa presença na Europa”, numa posição concertada com os aliados da NATO, disse Joe Biden na sexta-feira.

Relativamente à conversa telefónica entre os presidentes norte-americano e ucraniano, Jen Psaki disse ainda que Biden expressou apoio aos esforços diplomáticos, incluindo as conversas programadas para os próximos dias 9 e 10 de janeiro, em Genebra, entre responsáveis norte-americanos e russos. Em Kiev, Zelensky disse ter ficado satisfeito “com o apoio indefetível” dos Estados Unidos.

Na sexta-feira, a Casa Branca disse que Joe Biden iria “reafirmar o apoio norte-americano à independência e integridade territorial da Ucrânia”.

No mesmo dia, Volodymyr Zelensky disse numa mensagem na rede social Twitter que estava impaciente para discutir com Biden “os meios de coordenar” ações no “interesse da paz na Ucrânia e da segurança na Europa”.

Kiev e os seus aliados ocidentais acusam Moscovo de ter concentrado dezenas de milhares de soldados junto das suas fronteiras em antecipação a uma possível invasão.

Os EUA e a Rússia têm agendadas conversações sobre a Ucrânia nos dias 10 e 11 de janeiro em Genebra.

As delegações dos dois países deverão ser lideradas, respetivamente, pela secretária de Estado Adjunta dos EUA, Wendy Sherman, e pelo homólogo russo, Sergei Riabkov.

No dia 12 de janeiro está prevista uma bilateral entre a Rússia e a NATO e, no dia seguinte, está agendada uma reunião no âmbito da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

Os Estados Unidos, acusados com frequência de abordarem questões internacionais sem considerarem as posições dos seus aliados ocidentais, insistem precisamente numa coordenação estreita com os europeus e os ucranianos.

Mais de 100.000 soldados russos estarão concentrados perto das fronteiras da Ucrânia, da qual a Rússia já anexou parte do território, a península da Crimeia, em 2014.

Moscovo nega qualquer intenção bélica e diz ter sido ameaçada por “provocações” de Kiev e da NATO, tendo apresentado, no início de dezembro, propostas exigindo que a Aliança Atlântica renuncie a vir a admitir a Ucrânia e outros países da área de influência soviética como membros e retire os seus destacamentos militares na Europa Central e Oriental.

A Rússia também é considerada pelo Ocidente como mentora dos separatistas pró-russos envolvidos no conflito que há quase oito anos persiste no leste da Ucrânia.

 

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