Angola: Personalidades da Sociedade Civil apelam a liberação incondicional de jovens manifestantes

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Várias individualidades da Sociedade Civil, entre activistas, Docentes Universitários, jornalistas e demais cidadãos, vêm por este meio, repudiar veementemente as atrocidades cometidas pelo Executivo angolano, que na vã tentativa de impedir a realização de uma manifestação pacífica, instrumentalizou as forças de defesa e segurança republicanas, incluindo a segurança do Estado, para impor a subalternização de disposições da Constituicão da República de Angola às do Decreto Presidencial n° 276/20 de 23 de Outubro, sobre a situação de Calamidade Pública, violando um dos Direitos Fundamentais dos cidadãos – o de Reunião e Manifestação – com recurso ao uso desproporcional de forças militares e militarizadas, o que resultou em vários feridos, uma vítima mortal e em mais de 100 detenções brutais e ilegais.

NOTA DE REPÚDIO

Os cidadãos que se propuseram em manifestar-se, nos termos da CRA e na Lei das Manifestações, pretendiam protestar contra o adiamento “sine die” das Eleições Autárquicas, os elevados índices de pobreza e desemprego, bem como os incumprimentos das promessas eleitorais feitas pelo actual Presidente da República, com realce para a de criação de 500.000 postos de emprego;

Nesta conformidade, os subscritores da presente Nota de Repúdio, condenam o uso de armas de fogo com balas reais para dispersar os manifestantes e exigem a libertação incondicional de todos os presos resultantes das acções das forças opressoras, ocorridas no sábado, dia 24/10 último.

Por outro lado, manifestam total solidariedade a esses combatentes pela cidadania, pelas liberdades e em prol de uma Angola justa para quem escolhe este país para viver ou visitar.

Cientes de que a luta não é fácil e que depende do somatório dos actos individuais de cada um;

Apelamos às autoridades da República de Angola, a liberação incondicional dos jovens que se encontram presos nas várias esquadras e/ou unidades carcerárias de Luanda, pelo simples facto de exercitarem a cidadania e lembramos que, os destinos de Angola e dos angolanos nunca mais dependerão de uma única elite política e económica.

Por fim, apresentamos os nossos mais profundos sentimentos de pesar à família e aos amigos do jovem morto a tiro pela Polícia Nacional, quando estava no usufruto do seu direito civil.

Luanda, aos 26 de Outubro de 2020
Os subscritores

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