Portugal: Bancos portugueses vendem participações em Angola

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O sector financeiro angolano já foi visto como uma grande oportunidade de negócio para os bancos portugueses.

Segundo revela o Jornal Negócios, agora constitui um activo que é seguido com atenção, e, em alguns casos, é mesmo dispensável. Por exemplo, escreve o jornal, o Montepio estará aberto a vender a posição maioritária de 51% que tem no Finibanco Angola e o Novo Banco também pretenderá alienar a participação de 9,72% que possui no Banco Económico, o qual nasceu do resgate ao Banco Espírito Santo Angola realizado em 2014.

De acordo com a fonte, ao invés da linearidade destas duas situações, existem outros tantos casos mais complexos.

Um deles é a posição que o CaixaBank (antigo BPI) detém no Banco Fomento Angola (BFA). O outro encerra uma interrogação que consiste em saber o relacionamento futuro do Millennium bcp com o Millennium Atlântico, no qual controla 22,52% do capital. Neste  particular, escreve o negócios,  importa pôr na equação que os dois acionistas de referência do BCP são a Sonangol (19,49%) e a Fosun (29,01%). Estes dois bancos estão entre os cinco maiores do sector em Angola. Este top 5, aliás, tem uma quota de 70% do mercado, enquanto os restantes 30% estão repartidos por 20 bancos.

Devido a esta proliferação de pequenos bancos, José Lima Massano, governador do Banco Nacional de Angola, admite que no curto prazo se realizem operações de fusão.

Quanto ao CaixaBank tem 48,1% do BFA,  encontrando-se a participação restante de 51,9% na posse de Isabel dos Santos, através da Unitel. Todavia, recorda o Negócios, a posição da empresária foi arrestada a 30 de dezembro do ano passado pelo Tribunal Provincial de Luanda, o que coloca o CaixaBank à espera de um desfecho judicial para tomar uma decisão.

No que se refere ao BCP e ao seu relacionamento com o mercado angolano, tudo dependerá da vontade dos seus maiores acionistas e de saber, por exemplo, se a Sonangol irá conservar ou alienar a sua posição. Além de que é preciso ter em conta o futuro do relacionamento bilateral Angola-China, sabendo que as empresas chinesas (e a Fosun não é exceção) actuam sempre com anuência do comité central do PC chinês. O Millennium Atlântico já reflectiu os efeitos da crise e no primeiro semestre de 2020 contribuiu negativamente em 10,3 milhões de euros para as contas do BCP.

A Sonangol entra também na equação do Caixa Angola, banco em que a CGD possui uma participação maioritária de 51%. A petrolífera angolana tem 25% desta instituição, da qual se poderá desfazer, mas o que tudo indica a estratégia do banco do Estado português passa por permanecer em Angola.

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