PROJECTO FAZER O PAÍS: uma imagem, um exemplo, um desafio para Angola

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Quando eu, Dorivaldo Manuel, concluí os 4 anos na Universidade Agostinho Neto, faculdade de Ciências Sociais, curso de Ciência Política, em 2018, busquei refletir a seguinte máxima de JOHN F. KENNEDY: Não pergunte o que o seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país. Deste modo, enquanto desempregado formado, muitas ideias surgiram-me: vou ir à rua manifestar? O que vou fazer afinal… Como já dava aula aos vizinhos do meu bairro e preparava jovens para entrarem na Universidade, pensei criar um projecto filantrópico que visasse proporcionar a cultura científica e filosófica por meio de debates dialéticos nos bairros de Angola, assim, nasceu o PROJECTO FAZER O PAÍS, uma impetuosa forma estratégica de manifestação e participação política.

É desta forma como se observa na imagem que FAZEMOS O PAÍS, estudando ciência nos bairros. Como é óbvio, etimologicamente, ciência significa conhecimento, mas é sobre o conhecimento científico face os seus níveis orgânicos, inorgânicos e superorgânicos, que o projecto busca estimular para que os jovens num ambiente, (in)formalmente, racional debatam sobre eles, tendo como fim último superarem-se ou capacitarem-se, porque Angola, apesar da conjuntura sócio-económica e política infeliz, precisa de jovens com sabedoria para dominação dos desafios “do fim” do século XXI.

Nós temos objectivos gerais e específicos, somos uma ideia que para muitos pouco vai importar a despeito de quem faz, pois não fazemos para nos pensarem. Para nós, só a interação social é substancial. O PROJECTO FAZER O PAÍS é global e sistemático, que qualquer jovem engajado à ciência pode fazer no seu bairro, desde que correlacione com os desideratos. Pois não é um círculo de palestras, nem sobretudo de entrevistas ou discursos assentes em pensamentos intrínsecos (isso em Angola já existe demais). Deveras, pelo contrário, é um espaço de treinamento de oratória e retórica, de exercício académico para o enriquecimento da capacidade argumentativa e contraditória sobre as causas das coisas ou factos e fenómenos. No PROJECTO FAZER O PAÍS o lema é estudar e ler com métodos para que quando estiver no círculo com os vizinhos a partilha do conhecimento construtivo ser a verdadeira semântica prática do verbo irregular “FAZER”. Por isso dissemos: Faça o país no seu bairro, porque nós fazemos.

Convidamos oradores e com os oradores debatemos, discordamos e concordamos mediante justificações lógicas. Não somos selectivos e temos noção que há crianças que orgulham mais que adultos, por isso é que até com crianças audazes, adolescentes e jovens num lugar humilde o PROJECTO FAZER O PAÍS tem a missão de se comportar como agente de socialização das ciências matemáticas, naturais, sociais e aplicadas nos bairros. Decerto fazemos uma verdadeira acção política para Angola, cuja acção nasceu em Viana, bairro Caop C – Camadeira II, e através da chamada “faça o país no seu bairro” também estamos no bairro Hoje ya Henda (Cazenga) com o jovem engajado à ciência Hassan Sundays, e na Vila de Viana com a jovem Wekessa Correia.

Assim FAZEMOS O PAÍS, estudando. Porquanto, designo-me mentor, e estendo o desafio que todos no círculo do debate também são mentores, mas há os cofundadores (Dorivaldo Manuel, Moisés Miguel, Adaumar Lantana, Meury Ferreira e Ángela, Massalo e Sofonias Feurbach, Ismael de Sousa e Francismo Luís, Mateus e David, Antoninho, Eliúde, Keny Inglês e Eugênio Inglês), ou primeiros jovens do bairro Caop C – Camadeira II, que depois de lerem, razoavelmente, os pensadores racionalistas (Platão, René Descarte, Spinoza, Lebniz e Pascal), empiristas (Aristóteles, Tomas de Aquino, Francis Bacon, Thomas Hobbes, John Lock, George Berkeley, David Hume, e John Stuart Mill) e construtivistas (Piaget et al) ganharam noção de como se produz (iu) a ciência e abraçaram o propósito do projecto, não obstante devido as exigências das leituras, alguns, infelizmente, terem desistido (A vida é assim-assim).

Faça também o país no seu bairro, junte os teus vizinhos, chame os teus amigos e num quintal humilde formam um círculo de debates científicos, pois temos a fórmula de como funciona o exercício mais impulsionante para se superar, e para além da fórmula de haver um orador no centro do círculo, que expõe com direito de ser questionado e discordado, nós lemos e estudamos todas (os) quartas-feiras e sábados em Viana e no Cazenga. Por isso, faça também no seu bairro. Lá, nas zonas rurais de Cabinda ao Cunene, seja um proporcionador de debates sobre as ciências, o objectivo com isso é fazer Angola de uma forma simbólica, gerando imagem como factor de poder, concomitantemente homens capacitados e despertados como factor de poder.

Meu nome é Dorivaldo Manuel (dorivaldo-manuel@outlook.com), espero que a razão do PROJECTO FAZER O PAÍS seja entendida com sabor, que depois desta leitura, não pensem Angola, pois Angola já está mais do que pensada, queremos que nos ajudem a fazer Angola juntando amigos e vizinhos “do bairro” para estudarem e debatem para uma Angola ôntica. Portanto, a marca deste projecto é global e sistemática, pois não é só para bairros, mas também para fins aqui não revelados.

Muito obrigado! O nosso compromisso é fazer política para além da política.

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