SOBRE A DEFESA DE UM TRABALHO ACTUAL PARA ANGOLA E ORIGINAL PARA CIÊNCIA POLÍTICA

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Neste contexto conjuntural de pandemia do coronavírus o Trabalho de Fim de Curso, cujo tema «CONTRIBUTO DO FACTOR CIENTÍFICO-TECNOLÓGICO PARA O DESENVOLVIMENTO SÓCIO-ECONÓMICO E INDUSTRIAL DE ANGOLA», que defendemos no dia 9 de Outubro de 2020, com classificação de 18 valores, é “uma Monografia original para Ciência Política” (segundo Aida Pegado), que procura olhar para o passado, observar o presente e, desejavelmente ou possivelmente, prospectivar o futuro em prol dos angolanos e, também, de Angola, por ser ainda um país que se encontra em processo de reconstrução das suas infraestruturas básicas e do mais fundamental que é o capital humano.

Pois é importante dizer que a Editora Sindjekumbi solicitou-a para editar e publicar, porque é uma monografia que analisa a ciência e tecnologia como factor de poder “ou expressão do Poder Nacional” capaz de concretizar os objectivos nacionais, concomitantemente o desenvolvimento sócio-económico e industrial sustentável de Angola. Decerto, no âmbito da sua elaboração começamos por fazer uma abordagem síntese e sistemática da teoria da ciência na perspectiva racionalista, empirista e construtivista e a sua ligação com a teoria do desenvolvimento.

Também foram identificados no âmbito Geopolítico e Estratégico vários factores de poder, nomeadamente: a geografia, história, estrutura política, quadro económico e de desenvolvimento; vontade, carácter e estratégia nacional, mas só o factor científico-tecnológico enquadrado no quadro económico mereceu a especial atenção, cuja atenção resulta da observação diagnóstica das potencialidades e vulnerabilidades que remetem que Angola é um país potencial desde a sua geografia, com 35 dentre os 45 recursos naturais mais importantes do comércio internacional (nomeadamente o petróleo e gás natural, diamante, cobre, ouro, fosfato, substâncias betuminosas, rochas ornamentais e 47 bacias hidrográficas ou recursos hidroelétricos suficientes para vender energia a RDC e Namíbia, et al), mas é vulnerável por diversos factores, sendo o baixo nível de formação científica e tecnológica uma das fraquezas de natureza transversal que impede o desenvolvimento ou a materialização dos Objectivos Nacionais, isto é, os objectivos fundamentais, do Estado e Governo Angolano.

Trata-se de um estudo interdisciplinar ou uma pesquisa exploratória assente no método qualitativo, com recurso a várias fontes abertas e informadores qualificados, cujo resultado da análise e interpretação dos dados obtidos permitiu constatar que a ciência e a tecnologia são factores de poder tangíveis e intangíveis que Angola pode ter para influenciar os outros países numa determinada situação em apoio da sua estratégia.

Assim, defende-se no trabalho a necessidade de se cumprir com o compromisso de DAKAR de dedicar com vontade pelo menos 20% do Orçamento Geral do Estado na ciência e tecnologia, com o objectivo de corrigir as vulnerabilidades que assolam o país no sector sócio-económico primário, secundário e terciário.

É um trabalho simples e criativamente científico, que incentiva apostar na criação das instituições inclusivas como fundamento do Poder Nacional, este poder que quando se manifesta a Política Nacional, a sua aplicação é indispensável com os Centros de Inovação e Competências para concretização dos Objectivos Nacionais e transformação dos recursos naturais em poder económico.

O poder económico é o poder que se reflete nas mudanças estruturais que podem ser impulsionadas pelas indústrias ou clusters de Petróleo e Gás Natural, indústrias do turismo e lazer, transporte e logísticas, recursos minerais, habitat, têxtil, vestuário e calçado, agro-indústria e alimentação, cluster florestal e hídrico, conforme desenhadas na agenda 2025 ou Estratégia de Longo Prazo de Angola.

Porém, atendendo a observação que fazemos na inalcançada agenda 2025 ELP, PND 2012-2017 e PDN 2018-2022, entende-se que transformar a Ciência e Tecnologia como um grande potencial ou um factor de poder significa impulsionar a concepção de políticas públicas e estratégias nacionais para o desenvolvimento de Angola.

Deste modo, para haver mesmo desenvolvimento, sugerimos que é importante ver a ciência e tecnologia como a ÚNICA estratégia capaz de proporcionar cidades inteligentes em Angola […]. Pois, com esta visão desenvolvê-las nas universidades ou em instituições académicas pode servir para concretização dos fins do Estado (segurança, justiça e bem-estar) através de uma sustentável administração eletrónica, Serviço eletrónico e democracia electrónica, alias, melhor se poderá inspecionar o Estado, acionar os serviços de inteligência com eficácia, proporcionar indústrias farmacêuticas ou nanotecnológicas, e agricultura intensiva, sem descurar que a ciência e a tecnologia podem tornar o Estado Angolano num actor dominante na arena sub-regional, regional e internacional com política externa forte e multivectorial.

Portanto, é indispensável para o desenvolvimento que o Estado mobilize e incentive os estudantes, professores e investigadores comprometidos com a produção científico-tecnológica, pois esta condição impulsionadora não só gerará poder como também gerará “projecção nacional” (o que é?).

Com este trabalho demonstramos que a Ciência Política é a ciência que não só estuda o poder político, mas estuda todos os poderes. Logo, o Estado Angolano e a Universidade Agostinho Neto, Faculdade de Ciências Sociais não podem ignorá-la, porque alerta a razão do fracasso das agendas estratégicas, e prospectiva com possíveis e desejáveis incertezas um futuro real para Angola (com descobertas, invenções e inovações nacionais).

Portanto, acreditamos que com vontade, integrar a Ciência e Tecnologia na agenda 2050 para gestão eficiente e eficaz do Estado pode ser o método certo para “corrigir o que está mal e melhor o que está bem”, fundamentalmente, neste século de pandemias e grandes depressões. Sem mais o que dizer, felicito o valor que a Professora Mestre e Internacionalista Adélia de Carvalho quer me proporcionar através da minha capacidade em financiar-me o Mestrado, pois não se arrependerá, porque, penso que nasci para ser Cientista Social, concomitantemente Cientista Político ou Politólogo de facto. Do mesmo modo, por serem os responsáveis da minha licenciatura, aureolamente, termino o destaque a agradecer “o eterno orientador” e membros da mesa de Júri (a/o):

– Presidente e Professora Doutora Aida Pegado; que é Internacionalista e Especialista em Estudos Africanos;

– Orientador e Professor Doutor Miguel Bembe, que é Cientista Político Pivôt, Internacionalista, Estrategista e Gestor de Informática;

– Arguente e Professor Mestre Osvaldo Calivangue; que é Economista, Técnico de Construção Civil, Enfermeiro e Especialista em Desenvolvimento Local.

Muito obrigado! Esperem o livro para o lerem. (dorivaldo-manuel@outlook.com)

Politólogo de Facto Dorivaldo Manuel, Universidade Agostinho Neto – FCS.

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