Angola: Tribunal Provincial não dá início do julgamento por não conhecer os crimes de manifestantes

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O ex-presidente da UNITA, Isaías Samakuva, esteve no Palácio Presidencial, nesta manhã de segunda-feira, 26, em audiência com o Presidente da República e do MPLA, João Lourenço, em defesa de diálogo sobre o ocorrido sábado em Luanda.

No final do encontro, segundo a nossa fonte, o político revelou que sua deslocação ao Palácio Presidencial, foi devido aos acontecimentos do último sábado, os actos de rua que se traduziram em vias obstruídas, incêndios, destruição de património e pedras arremessadas, numa altura em que os detidos na referida manifestação estavam já no interior do Tribunal Provincial de Luanda para o julgamento.

De salientar que, Isaías Samakuva, na sequência do ocorrido, defendeu o diálogo para que se evitem episódios desta natureza, susceptíveis de perturbar a paz e a harmonia de que se precisam para uma saudável convivência em comunidade.

Os cidadãos detidos, estão neste momento, no Tribunal Provincial de Luanda (Dona Ana Joaquina), animados, sendo que ao entrarem gritavam bem alto a palavra “Resistência”, sendo que, no mesmo acto, um grupo de advogados mobilizou-se para defender os mais de  100 cidadãos detidos, quando “unidade em defesa da Pátria” é a palavra de ordem.

Os activistas e jornalistas detidos no último sábado, 24, foram alegadamente submetidos a interrogatórios, testes de covid-19, tiraram-lhes fotografias, foram também cadastrados e feita recolha de impressões digitais, pelos órgãos de segurança do Estado, segundo uma denúncia pública que tevemos acesso.

Na denúncia, desta manhã de segunda-feira, 26, o deputado e Secretário Provincial da UNITA, Nelito Ekuikui refere não se compreender estes procedimentos, que foram feitos até à madrugada de hoje.

“Eventuais ocorrências anormais será da responsabilidade dos serviços de inteligência do senhor Presidente da República”, conforme se lê.

Armando Makengo Izzy

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