“Aeroporto internacional 4 de Fevereiro em Luanda certificado para voos internacionais” — Ministério dos Transportes de Angola (MINTRANS)

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O Aeroporto internacional 4 de Fevereiro recebeu hoje, sete anos depois do início do processo, o certificado que autoriza a infraestrutura aeroportuária a realizar voos internacionais, conforme especificações operacionais, informou hoje o Ministério dos Transportes de Angola.

Em comunicado, o ministério refere que o certificado foi entregue hoje pela Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), representando “um marco para o subsetor da aviação civil em Angola, uma vez que o Estado cumpre agora com a obrigação estabelecida pela ICAO (desde 27 de novembro de 2003) de possuir todos os aeroportos internacionais em operação divulgados no Plano de Navegação Aérea África-Oceano Índico (AFI) certificados pela ANAC”.

Este era um processo que estava pendente desde junho de 2015, altura em que a certificação do aeroporto internacional 4 de Fevereiro foi iniciada pelo então Instituto Nacional da Aviação Civil (Inavic), de acordo com a recomendação emanada da Organização da Aviação Civil Internacional, em março de 2001, tendo o processo sido retomado em abril de 2017, na sequência das insuficiências detetadas pela ICAO.

A nota sublinha que neste novo processo foi realizada a inspeção de certificação ao aeroporto internacional 4 de Fevereiro no período de 19 de junho a 10 de julho do 2018, tendo as 136 não conformidades detetadas sido submetidas à direção da Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea (Enana) em Setembro.

“Destas 136 não conformidades, destacam-se a degradação da infraestrutura, em especial dos pavimentos das pistas e dos caminhos de circulação, bem como das luzes e sistemas elétricos. Também a condição do Serviço de Salvamento e Combate a Incêndio do AIL [aeroporto internacional de Luanda], incluindo problemas nos equipamentos, a insuficiência nas áreas de operações e manutenção aeroportuária e a ausência de um Sistema de Gestão da Segurança Operacional”, lê-se no comunicado.

O documento realça que a Enana — depois a Sociedade Gestora de Aeroporto (SGA) — iniciou esforços para a colmatação dos problemas identificados, em especial a grande obra de reabilitação da área de movimento do aeroporto 4 de Fevereiro, que por causa da pandemia de covid-19 acabou por ter início apenas em junho de 2021.

Em 23 de setembro de 2022, a SGA solicitou o reinício do processo de certificação do aeroporto , por forma a que a ANAC conduzisse toda a avaliação do aeroporto baseada nas novas normas, sem desconsiderar as informações técnicas e evidências do processo iniciado em 2017.

“Este novo processo viu a fase 1 e a fase 2 aprovadas nos dias 25 de setembro e no dia 04 de novembro de 2022. Entretanto, a ANAC realizou uma inspeção de certificação completa a todas as áreas e detetou 35 não conformidades, das quais 13 foram classificadas como de solução condicionante para a emissão do certificado, e 22 como não condicionantes, podendo a SGA encaminhar o Plano de Ações Corretivas com a previsão da solução definitiva, as datas e as medidas mitigadoras para a salvaguarda da segurança operacional”, refere a nota.

Das 13 não conformidades classificadas como condicionantes, indica o comunicado, a SGA encaminhou em 22 deste mês evidências da colmatação de 11 e em 23 de novembro solicitou duas isenções de requisito de curto prazo subsidiadas por Avaliações de Segurança Operacional que demonstram a possibilidade da manutenção de um nível adequado de segurança operacional até às suas colmatações.

O ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu, citado no documento, considerou a atribuição do certificado “uma prova do compromisso e do profissionalismo com que os responsáveis do setor da avaliação civil nacional estão a trabalhar para colocar Angola nas melhores rotas internacionais e para granjear a reputação que merece”.

“Estamos, naturalmente, satisfeitos, porque atos como este demonstram o afinco com que estamos a trabalhar e o propósito que imprimimos às nossas ações. Queremos fazer de Angola um dos mais reconhecidos ‘hubs’ africanos na área da aviação civil. E é desta forma que o vamos conseguir fazer – com foco, com profissionalismo, com comprometimento de todos e em equipa”, disse.

 

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