Angola: Activistas alertam para eleições turbulentas com Manico na CNE em 2022

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Uma ironia de jovens angolanas, se tornou bastante popular: “JLO em 2022 Vais Gostar!”. Desta forma a população vem dar dois recados: “O primeiro é que João Lourenço nas próximas eleições vais ver. O segundo é que se continuar a governar mal, em 2022 o Presidente da República vai chorar”.

Com esta mensagem o povo quer dizer que: “Poderá votar à um outro partido. Ou mesmo não votar/Abster-se” explica Joana Fernandes uma jovem que também promete ver João Lourenço fora do poder.

Entretanto, o activista Benedito Jeremias, mais conhecido por Dito Dalí, entende que “João Lourenço já disse que não vai perder às eleições gerais porque tem o Manico na CNE”.

Para o activista, O derrube do sistema político implementado a mais de 45 anos só pode ser feito na rua: “O derrube do regime tem de ser na rua porque por via eleitoral não será possível por ter o controlo da máquina e das instituições do Estado. MPLA controla tudo, desde a CNE, Tribunais, força de segurança e defesa”.

“Num país normal João Lourenço iria sim gostar. Por quê? Porque a situação social e económica dos angolanos está cada vez mais difícil e o povo não o quer mais como presidente de Angola. A pobreza é que vai derrubar o JLO e não outra coisa” acrescenta Dito Dalí.

A mesma opinião tem Albano Bingobingo que entende que: “não acredito que JLO em 2022 vai gostar, porque ele está com a faca e queijo. Como está constituída CNE? A eleição do presidente da CNE cumpriu todos pressupostos legais? Todos nós sabemos que presidente da CNE permanece neste cargo pela arrogância e força do MPLA” diz o activista.

“Por outra, enquanto não se rever a forma como é constituído CNE, sempre teremos eleições cheio de vícios e turbulentas” disse.

Já Hitler Samussuku, outro activista, é de opinião que João Lourenço em 2022, vai gostar: “Sim. Porque o mesmo não tem conseguido corresponder as expectativas dos cidadãos eleitores. O índice de rejeição do seu partido enquanto governo cresceu de forma exponencial e não há sinais de melhorias, antes pelo contrário, regista-se cenários óbvios de retorno ao autoritarismo o que de certa forma constituí problema para a comunidade internacional, sobretudo,  as violações dos Direitos Humanos, as mortes de activistas em plena manifestação,  a censura e o mau serviço prestado pelos Serviços de Inteligência e de Segurança do Estado” disse.

Samussuku acrescenta que: “a não implementação das autarquias locais, bem como a farsa do combate à corrupção. Não há legado para João Lourenço deixar e o seu afastamento será a melhor solução por uma Angola melhor”.

Pela primeira vez, desde a popularização desta ironia “JLO, 2022 vais gostar”, João Lourenço reagiu na passada quinta-feira, 26, no encontro com cerca de 100 jovens em Luanda: “Vocês inventaram a expressão: Em 2022 Vais Gostar, então estamos à espera”, reagiu João Lourenço

“Jlo em 2022 Vais Gostar”

“Vocês inventaram uma expressão que diz: Em 2022 Vais Gostar”, disse João Lourenço reagindo à intervenção do “revu” Jaime MC, que na sua locução considerou que, após a tomada de posse do novo inquilino da Cidade Alta, “tínhamos ganhado boas esperanças de vermos construir um país mais igual, justo, inclusivo e, sobretudo para os jovens, sendo que Angola seria governada no primado da Constituição e da Lei”.

Volvidos três anos, disse o activista, “a realidade tornou-se diametralmente oposto aos discursos, pois a condição social das famílias agravou-se, de um lado por culpa da crise da Covid-19, mas por outro por falta de políticas exequíveis para o bem-estar da juventude”, referiu.

O Presidente da República com a sua reacção dizendo que “então nós estamos à espera”, referindo-se ainda à declaração: “Em 2022 Vais Gostar”. “Essa expressão não é minha, é vossa, mas isso tem significado”, disse.

O activista Jaime MC, membro do auto-proclamado “Movimento Revolucionário” apontou como exemplos de não haver melhorias na governação de João Lourenço “a falta de emprego, habitação, o acesso ao ensino primário, secundário e superior”, acrescentando aquilo que considera “a limitação do direito a reunião e manifestação pacificas”, tendo proposto à criação de mais postos de trabalho no sector público e privado.

Na visão dos “revus”, o lema do partido no poder segundo o qual “corrigir o que está mal e melhorar o que está bem”, “vai de água abaixo, volvidos três anos do mandato”. Para os activistas que volte e meia contestam as políticas de governação do MPLA, no poder há 45 anos, a repressão de manifestações com mortes de activistas, perseguição de jornalistas e de activistas que pensam diferente constitui um dos “incumprimentos das promessas eleitorais feitas em 2017.

Para João Lourenço, “quer dizer que vocês têm noção que o momento de prestar contas aos eleitores não é ao fim do terceiro ano do mandato, então não tenham pressa, vamos esperar em 2022”, sublinhou o Chefe de Estado com vários aplausos do auditório presente no CCT.

O Decreto

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