Angola: “As Micro e pequenas empresas no âmbito do recrutamento” (Candidato Licenciado vs Não Licenciado)

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AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS NO ÂMBITO DO RECRUTAMENTO (CANDIDATO LICENCIADO VS NÃO LICENCIADO)
 
Existe uma lacuna e falta de compreensão sobre um licenciado em busca de um emprego e um indivíduo não formado. E esta lacuna é notória nas micro e pequenas empresas no âmbito de recrutamento e o candidato licenciado.
 
“É notória numa intrevista a capacidade de um licenciado na forma como faz a sua abordagem. Ele é muito seguro no que diz, ao contrário de um candidato não formado, que tem por vezes apenas a humildade como habilidade chave na sua abordagem, e que faz com que a empresa sinta-se seguro em contratá-lo por detrimento de não ao abandono fácil do posto ou cargo”.
 
Durante uma entrevista numa micro ou pequena empresa, por vezes quem o entrevista não possuí uma licenciatura, e este recrutador acaba sentindo-se desconfortável pela forma sábia e segura da abordagem do candidato licenciado e o currículo recheado que o mesmo acarreta. Enquanto que um candidato não formado mostra desespero e angústia de poder ser contratado e isso atrai estas empresas. Elas me parecem procurar pessoas por intermédio da sua disponibilidade de exercer a função, quer tenha experiência ou não, mas desde que demonstra o desespero de poder ser empregada e poder ganhar alguma coisa. Pois este desespero vindo do candidato, para o intrevistador significa aceitação de qualquer remuneração e sem exigência nenhuma, isso conforta o empregador.
 
Quer dizer há um conforto para empresa, porque ter empregados que demonstram desespero e a vontade de trabalhar na empresa em qualquer que seja a circunstância, é uma das habilidades de conquistar o recrutador, algo que os licenciados muita das vezes não apresentam.
 
Por mais que um licenciado não diga quanto quer ganhar, a sua descrição curricular já diz muito de si e a sua forma de abordagem na entrevista é que vai ou não ganhar a confiança do recrutador concernente a remuneração aferida. Por vezes soa arrogância quando o licenciado é questionado para falar de si, e ele vai mais ao fundo falando de todas as suas habilidades e competências, indo muito além da perspectiva do recrutador pela vaga disponibilizada na empresa.
 
“Quando um licenciado quer trocar de emprego, ele quer crescer profissionalmente e financeiramente. Ao contrário do candidato não licenciado. Ele quer trocar por vezes por simples facto de trabalho ser esforçoso e pela distância”.
 
Oque se constatou durante este processo, é que as micro e pequenas empresas quando disponibilizam as vagas, elas não imaginam a repercussão que elas podem trazer sobre a empresa e pelo número e qualidade dos candidatos que poderão se interessar.
 
Por isso que a teoria de que os licenciados não querem começar com salários pequeno, não é o caso de muitos, isso deve-se mais pelo tipo de empresa e vaga em recrutamento do que pela exigência própria do candidato licenciado.
 
Há uma tremenda insegurança para certos cargos no processo de recrutamento para que um licenciado seja admitido. O currículo, a postura e abordagem do candidato incomoda o recrutador quando ele é bem apresentado.
 
“A impressão é que as micro e pequenas empresas admitem mais funcionários que vivem concordando com tudo em ordem a salvaguardar o pão, e se incomodam com os que são capazes de reivindicar e expor o seu sistema de trabalho por ter conhecimento dos seus direitos como trabalhador”.
 
A capacidade de um candidato de poder produzir mais, parece não ser uma habilidade de extrema importância para estas empresas.
 
José Domingos Mangângala

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