Angola/Cafunfo: Activistas de direitos humanos “impedidos de investigar as mortes no Cafunfo”

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Membros da organização de defesa dos direitos humanos queriam conhecer a situação no Cafunfo depois dos confrontos do dia 30

A Polícia Nacional (PN) angolana impediu activistas da organização de defesa dos direitos humanos Mosaiko e da Rede de Defensores de Direitos Humanos de investigarem os confrontos no Cafunfo do dia 30 de Janeiro.

Os activistas estão retidos em casa de um padre local que está sob vigilância policial.

Num relato publicado nas redes sociais, a Mosaiko afirma que “esta acção intimidatória começou ontem [quarta-feira], quando, por volta das 20:00, dois polícias apareceram na residência paroquial, alegando ter um recado para o padre”.

“Esta manhã, uma funcionária da casa tentou sair, mas foi avisada pela polícia que se encontrava à porta, de que se saísse, já não poderia voltar”, disse a organização.

As autoridades teriam afirmado que a retenção dos activistas se deve às medidas de prevenção contra o coronavírus.

Anteriormente, a PN tinha impedido a entrada no Cafunfo de uma delegação parlamentar da UNITA que tencionava investigar o que ocorreu na vila, onde as autoridades dizem ter havido uma tentativa de ataque a uma esquadra no dia em que estava prevista uma manifestação convocada pelo Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe.

As autoridades disseram que seis pessoas morreram, mas a Amnistia Internacional afirmou ter confirmado 10 mortes e os líderes dos grupos parlamentares da UNITA, CASA-CE e PRS garantiram que houve 23 mortes, 21 feridos e ainda há 10 pessoas desaparecidas.

O Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe negou também a afirmação do Governo que tinha havido um ataque dos seus simpatizantes a uma esquadra da polícia

As autoridades angolanas ainda não explicaram porque não permitem a recolha de dados na cidade por parlamentares ou activistas dos direitos humanos mas o comandante da PN disse numa conferência de imprensa que não vai realizar nenhuma investigação

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