Angola: Eles comem tudo e ninguém diz nada

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O grupo que esteve em todas as negociatas durante o conturbado o reinado do ex presidente JES, não desapareceu, continua vivinho da silva, mesmo com a saída do poder de José Eduardo dos Santos, eles continuam presentes, e a ditar o curso nos negócios de estado no governo do presidente da república João Lourenço.

Onde houver cheiro a dinheiro grosso e fácil de adquirir, ali estarão eles, esse grupo que ostenta sem medo, o colarinho branco como imponência decorativa de suas camisas, sapatos, meias e fatos de marcas caras assinadas por estilistas de renome internacional, não temem nada nem ninguém. São pessoas articuladas, bem falantes, estudadas e organizados e estão em todas as esferas do poder, onde sem receio movem influências e ditam as regras do rumo financeiro a seguir pelo governo.

Eles indicam ministros e secretários de estado para o governo, colocam os PCAs e PCEs nas empresas nucleares, diretores gerais e até mesmo quem deve ou não ser deputados. São pessoas bastas financeiramente e movimentam-se com precisão cirúrgica nos subterrâneos da política e das finanças, agem com a eficiência de predadores profissionais, trata-se de um grupo de lobistas coeso e muito bem estruturado.

Eles sabem de tudo, e estão sempre onde há negócios viáveis, ou patrimônio rentável a ser vendido pelo estado por pechinchas financeiras, ditam as regras de como comercializar o patrimônio. O poder dessa gente é imensurável, até mesmo as regras de distribuição de empreitadas de obras do estado para servir o estado, são eles que ditam as regras e distribuem as empreitadas de obras sem concurso, eles ordenam a entrega as empresas por eles indicadas e controladas, não toleram desvios comportamentais dos seus associados e muito menos de suas marionetes.

A última vítima desse cartel de criminosos de colarinho branco, foi o ministro de estado da casa de segurança da presidência da república, general Pedro Sebastião.

O ministro Pedro Sebastião, foi-lhe denegrida a imagem em público a mando da cúpula dessa degenerada organização de criminosos, porque segundo os lobistas, a empresa de aviação Mavewa, que segundo eles, o general Pedro Sebastião tem interesses societários, possui instalações (hangar) no aeroporto 4 de fevereiro, que interessa a empresa Bestflay, cujos detentores dela, fazem parte do núcleo forte da máfia angolana organizada.

Quem conhece de perto o general Pedro Sebastião, sabe que ele é uma pessoa cordata, pacifista e propenso ao diálogo, não é de maneira nenhuma o que essa gente sem rosto o trata cobardemente de caloteiro e/ou desonesto.

Mas se a intensão de acusar o ministro Pedro Sebastiao de caloteiro, foi para chamar a atenção da sociedade sobre o facto da empresa Mawena não pagar o aluguer e respectivos impostos em causa.

Seria óptimo que o ministro dos transportes, Ricardo Viegas de Abreu, chefe do pelouro que pertence a empresa ex ENANA hoje SGA, os motivos que levaram a referida empresa expor Pedro Sebastião como caloteiro. Radar Angola News sabe que a intenção é a de retirar do Hangar a empresa Mavewa, e no colocar a Bestflay,,empresa que deseja ter o controle da aviação civil em suas mãos.

Se a intenção de expor o Ministro de estado Pedro Sebastião, junto da sociedade angolana, foi para alertá-la, com a mesma intenção chamamos aqui a atenção não só da sociedade civil, mas também a dos poderes investidos pela constituição como o poder judicial da república de Angola.

A PGR poderá explicar ao público, como foi que Manuel Vicente se torna dono da Hiflay, e por que colocou tudo em Malta? O PR não sabe disso? O grupo que esteve na Sonangol é dona da Bestflay, que por sua vez faz voos ao redor do mundo com aviões comprados pelo erário público, mas, possuem registo estrangeiro. A Hiflay é pertence do grupo de intocáveis, possui vários aviões, uma das matrículas conseguidas de um dos AIRBUS A321, a matrícula é 9H-LIS, comprados com o dinheiro roubado ao erário público, mas também não se sabe onde eles param e ninguém diz nada!

Por outro lado, vários aviões de médio e grande porte foram comprados com dinheiro angolano, e nunca chegaram ao país. Aliás, alguns desses aviões apareceram a voar pela OMNI em Portugal, e não se sabe por que razão Hiflay, empresa ligada a Manuel Vicente, tem-nos a venda. Existe ainda o caso de a OMNI em Portugal, possuir (3) Airbus 340 comprados a Fish Air/Índia, e nunca pisaram solo angolano.

Outros (3 Boings 747 – 400, (2) deles voaram pela Houston Express, e hoje não se sabe qual o paradeiro deles, o terceiro dos três nunca esteve em angola, andava pela indonésia, e pelo que se sabe deve lá ter apodrecido.

Existe ainda o caso discutível do brigadeiro Sequeira João Lourenço, que do dia para noite tornou-se o maior magnata da aviação civil local, com créditos quase bilionário com os quais adquiriu a frota de aviões novinhos da sua empresa. Porém, não se sabe como nem onde conseguiu tais créditos, mas, a verdade é que isso é real. Ninguém diz nada, será que tudo isso escapa ao conhecimento e controlo da instituição presidência da república?

Voltaremos.

Raul Diniz

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