Angola: Excuções cometidas pela Polícia em “Cafunfo foram um autêntico matadouro” – Mãos Livres

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Diante das recentes orientações divulgadas pelo Presidente da Répública de Angola – João Lourenço, a propósito da continua utilização da Manifestação como Direito consagrado pela Constituição Angolana;

Partilhamos a profunda dor que invade a Sociedade Angolana e, mais directamente, dor que arraza a estabilidade emocional das famílias enlutadas porque manifestantes foram vítimas da repressão que causou mortes de Cidadãos Angolanos.

No Dia 30 de Janeiro, na Vila de Cafunfo – Província da Lunda-Norte; determinado conjunto de compatriotas decidiu realizar a Manifestação que de forma bárbara foi neutralizada por agentes da Polícia da Ordem Pública.

Os antecedentes foram registados como actos de perseguição para intimidar os potenciais participantes; na circunstância, graças a expediência (em Cafunfo) compatriotas registaram imagens merecedoras da total repugnação de qualquer ser conscientes… mortos como se estivessem no terreiro dum autêntico matadouro!

A Comunidade Internacional acompanha o infortúnio e está indignada pela desmedida represália que acabou sendo autêntica chacina de cidadãos angolanas, na Vilade Cafunfo.

Como qualquer Compatriota atento e franco sabe; na Região Leste do País (Lundas – Norte e Sul bem como Moxico) observa-se a desenfreada exploração mineira que incide no Diamante – actulmente, umas das principais fontes de Rendimento que abona o Orçamento Geral do Estado Angolano.

Governantes – Governados

HARMONIOSO RELACIONAMENTO

Contraditóriamente, a Cidadania Angolana sobrevive a beira da extrema miséria – tal como sucede em outros recantos do País. Tal realidade, está mantida há décadas porque a governação menospreza o Bem Estar reclamado pela Sociedade Angolana. Logo, os resultados confundem-se com a generalizada desgraça que atrofia as aspirações de famílias residentes na citada Zona de Exploração Diamantífera.

Face aos efeitos da malígna represália, os repugnantes factos apresentam o somatório: mais do que 10 (dez) mortes, por comprovar. Em torno da possível continuidade das manifestações previstas – em alguns dos principais centros urbanos do País;

Movida pelo interesse de sentir o harmonioso relacionamento entre Governantes e Governados; a ASSOCIAÇÃO “MÃOS LIVRES” relembra o CHEFE DE ESTADO – General, João Lourenço que ‘orientou no sentido de serem evitados actos de violência e impedidas situações que causem morte’, no seio da Sociedade Angolana.

Outrossim, lançamos o veemente repto para que (em Angola) chacinas não se repitam!
Por tal razão, na condição de ‘Defensores do Bem Vida’, reiteramos o alerta: A Soberania do Estado Angolano só vale desde que a Justiça prime pela salvaguarda dos Direitos Humanos.

Com profundo Sentimento de Pesar, as famílias enlutadas, endereçamos Condolências.

Luanda, 01 de Fevereiro / 2021.

A Associação “MÃOS LIVRES”,

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