Angola: Generais exonerados “não poderão sair do país” após admitir que Lussaty não agiu sozinho – Procuradoria Geral

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A Procuradoria geral de Angola (PGR) que apreendeu os bens em posse do major da Forças Armadas Angolanas (FAA), o major Pedro Lussaty admitiu que este efectivo não agiu sozinho nas operações fraudulentas que culminaram na origem de bens que supostamente são seus. 

O Procurador Geral, Hélder Pita Grós, após admitido, nessa terça-feira, em Luanda, que o major Pedro Lussaty não agiu sozinho, adiantou que em breve será apresentada a conclusão do processo, pois a PGR está a trabalhar com instituições nacionais e internacionais.

No entanto, Hélder Pita Grós garantiu que os oficiais generais da Casa de Segurança do Presidente da República, recentemente afastados, que terão supostamente participado do crime económico na “Operação Caranguejo”, não poderão abandonar o país sem ordem dos seus superiores.

“Não existe uma proibição judicial, mas como militares não podem se ausentar do país sem a ordem dos seus superiores hierárquicos”, considerou.

De salientar que, durante o primeiro interrogatório de 4 horas a que foi submetido, no dia 27 deste mês, pela Direção Nacional de Investigação e Ação Penal (DNIAP), Pedro Lussaty, major das Forças Armadas Angolanas (FAA), assumiu ser o único proprietário do dinheiro e de outros bens encontrados consigo no momento da detenção.

Uma fonte ligada à referida investigação, avançou na altura que Pedro Lussaty, que até Novembro de 2017 esteve ligado à Casa de Segurança do Presidente da República, terá confessado que tudo foi adquirido ao longo dos últimos anos, através de poupanças e de negócios transparentes.

Na ocasião, o major garantiu igualmente que pode provar a titularidade dos mesmso bens se o processo for introduzido em tribunal.

Assim sendo, Lussaty descartou toda a possibilidade de a fortuna pertencer a outras figuras, entre as quais altas patentes das FAA, exoneradas recentemente pelo Presidente da República, João Lourenço.

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