Angola: Joana Lina condena vandalização da estátua de Agostinho Neto

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A governadora Provincial de Luanda,  Joana Lina, condenou a atitude de alguns jovens que durante a manifestação no dia de aniversário do MPLA, escalaram a figura de Agostinho Neto, colocando na mão “em que segura a Sagrada Esperança”, a fotografia de Inocêncio de Matos, cuja morte prematura se deu a 11 de Novembro, em uma manifestação, em Luanda.

Em um comunicado à imprensa, o Governo Provincial de Luanda repudiou o comportamento destes jovens que subiram sobre a figura do fundador da nação, no largo 1° de Maio, durante a manifestação desta quinta-feira, 10 de Dezembro, protestos pela cidadania, pelo fim do elevado custo de vida e desemprego, também pelas autarquias locais para 2021 sem rodeios.

Assinada pela governadora Provincial, Joana Lina, a nota que serviu de repúdio, faz ainda referência que a figura do primeiro presidente da República de Angola é um símbolo nacional, sendo por este factor, merecedor de respeito de todos.

Os manifestantes que se concentraram no parque de estacionamento do Cemitério da Santa Ana, ao Largo 1º de Maio, em Luanda, subiram na estátua do primeiro presidente de Angola, António Agostinho Neto, onde, não só colocaram a fotografia de Inocêncio, como estenderam ainda bandeiras em sinal de protesto contra a corrupção e o alto índice de desemprego no país.

De salientar que o Governo Provincial de Luanda, considerou afirmando que a manifestação se mostrou “longe de ser pacífica”, e houve desrespeito do distanciamento físico, exigido pelo Decreto Presidencial sobre a Situação de Calamidade Pública.

Soube este informativo no local, junto dos organizadores que o grupo de jovens manifestantes que se deslocou pacificamente do Cemitério da Santa Ana, ao Largo do 1° de Maio, em Luanda, foi uma hora depois surpreendida por vários agentes da polícia no local de destino, o que os manifestantes consideraram um incómodo.

Em declarações para Angola24Horas, o organizador Adolfo Campos disse que os manifestantes estavam a cumprir com todas as regras do Comando Provincial da Polícia Nacional, tendo saído do local ponto de partida sem qualquer problema, cuja presença excessiva dos agentes equipados “como se em combate” começou a incomodar os jovens que simplesmente usavam suas vozes.

De acordo com Adolfo Campos, naquele instante já havia detenções de manifestantes, embora não tivessem dados oficialmente confirmados, acto que para este, terá violado o acordo com o Comando da Polícia que garantiu assegurar o acto constitucionalmente consagrado.

 

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