Angola: Sociedade de advogados “Walter Tondela & Paulo Kununa” diz-se sentida pela morte do empresário Sindika Dokolo

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A Sociedade de advogados “Walter Tondela & Paulo Kununa” lamenta “a morte prematura” de Sindika Dokolo, marido da empresária angolana Isabel dos Santos, falecido na passada quinta-feira, 29.10, no Dubai, vítima de embolia pulmonar.

Em nota de condolências enviada à redacção da Rádio Angola, aquela “Sociedade de Advogados” diz que tomou conhecimento da “dolorosa notícia do passamento físico prematuro no dia 29 de Outubro do doutor Sindika Dokolo”.
A nota de condolências descreve que, “o malogrado foi um fiel consulente e amigo desta sociedade de advogados, uma pessoa de trato fácil, muito educação e com uma cultura e formação universal”.

Segundo a sociedade de advogados “Walter Tondela & Paulo Kununa”, o empresário congolês Sindika Dokolo “foi mestre de arte africana, um líder que sabia fazer pontes, unir e fazer consensos, entre advogados e consultores jurídicos nacionais e estrangeiros adstritos à referida sociedade de causídicos.

Nesta hora de dor e luto, sinaliza a nota, o colectivo de advogados da sociedade “Walter Tondela & Paulo Kununa apresenta à família Dokolo, a esposa, filhos, mãe, irmãs, irmãos e ao povo do Congo Democrático, os mais profundos sentimentos de pesar e as sinceras condolências”, lê-se.

“Comandante”, como era carinhosamente tratado no escritório, “partiu para a eternidade, mas o seu legado jamais será esquecido, que a sua alma pela misericórdia de Deus descanse em paz”, finaliza a nota de condolências.

Quem foi Sindika Dokolo

O empresário Sindika Dokolo, maior coleccionador africano de artes morreu no Dubai, no dia 29 de Outubro último aos 48 anos, vítima de uma embolia pulmonar depois de ter estado a praticar mergulho com a família.

Nascido no antigo Zaire, actual República Democrática do Congo (RDC) a 16 de maio de 1972 (actual República Democrática do Congo), era filho do banqueiro Augustin Dokolo Sanu, e da sua segunda mulher, a dinamarquesa Hanne Taabbel.

Frequentou o liceu Saint Louis de Gonzague, em Paris, e prosseguiu os estudos na Universidade Paris Vi Pierre et Marie Curie.

Inspirado pelo pai, amante de arte, começou a sua colecção de arte quando tinha 15 anos e criou mais tarde a Fundação Sindika Dokolo, a fim de promover as artes e festivais de cultura em Angola e noutros países.

Em Outubro do ano passado, a sua Fundação comprou e repatriou para Angola 20 peças de arte que tinham sido levadas de museus angolanos para colecções estrangeiras e preparou-se para entregar ao museu de Kinshasa a primeira peça congolesa recuperada, segundo uma entrevista concedida na altura à agência Lusa.

Crítico dos quase 20 anos do regime do Presidente Joseph Kabila na República Democrática do Congo, Sindika Dokolo esteve cerca de cinco anos no exílio, devido aos processos movidos contra si em Kinshasa, tendo regressado apenas em maio de 2019, já depois da chegada ao poder de Félix Tshisekedi, que tomou posse como chefe de Estado congolês em Janeiro.

Em Fevereiro de 2016, ainda com José Eduardo dos Santos nas funções de Presidente em Angola, a Fundação Sindika Dokolo entregou ao chefe de Estado, no Palácio Presidencial, em Luanda, duas máscaras e uma estatueta do povo Tchokwe (leste de Angola), que tinham sido saqueadas durante o conflito armado, recuperadas após vários anos de negociação com colecionadores europeus.

 Texto do Rádio Angola

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