Angola vai ter fábrica de fertilizantes no valor de “1,7 milhões de euros” no primeiro trimestre de 2026

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O Governo angolano lançou hoje a primeira pedra para a construção de uma fábrica de fertilizantes no Soyo, província do Zaire, no valor de 1,9 milhões de dólares (1,7 milhões de euros), que deverá entrar em funcionamento em 2026.

Na cerimónia que simbolizou o arranque da obra, o ministro dos Recursos Naturais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, frisou que esta fábrica vai promover o crescimento da indústria petroquímica e do agronegócio, bem como o desenvolvimento industrial do município do Soyo, proporcionando mais postos de trabalho diretos e indiretos.

Na ocasião, felicitou a iniciativa da Sonangol, petrolífera estatal angolana, e do grupo empresarial privado angolano Opaia.

O governante angolano realçou que o executivo angolano considerou necessária a realização de reformas no setor dos hidrocarbonetos de Angola, para permitir a realização de investimentos na prospeção, desenvolvimento, produção e transformação dos recursos do petróleo e gás do país.

“Foi assim que foi aprovada a lei do gás, que permite a monetização do gás e atração de investidores, não só para a atividade do gás associado ao petróleo, mas também atividade do gás não associado ao petróleo”, referiu.

Segundo Diamantino Azevedo, “os esforços empreendidos nesse sentido têm permitido melhorar substancialmente o ambiente de negócios, criando condições favoráveis de motivarem o grupo Opaia e a Sonangol, em outubro de 2019, a desencadear um conjunto de ações para a implementação desta fábrica de fertilizantes”.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da comissão executiva da SonaGás, Manuel Barros, referiu que a fábrica terá a capacidade diária de produção de 3.500 toneladas diárias, perfazendo o total anual de 1,2 milhões de toneladas.

Manuel Barros salientou que a obra deverá estar concluída dentro de 44 meses, isto é, no primeiro trimestre de 2026, criando um total de 1.500 postos de trabalhos diretos e indiretos.

O responsável considerou a fábrica estratégica, justificando que vai permitir a monetização do gás, maximizar um recurso do país em benefício da indústria e fomentar o desenvolvimento da agricultura.

O presidente da comissão executiva da SonaGás apontou ainda como ganhos o desenvolvimento da indústria petroquímica e a poupança de receitas externas que o país gasta para a aquisição de fertilizantes.

“Vamos ter autossuficiência, vamos poder disponibilizar para o mercado aquilo que é hoje o consumo, cerca de 400 mil toneladas por ano. Aquilo que é hoje utilizado – não sei quais são as fontes e os custos associados – serão cobertos por produção nacional em kwanzas, isto é um ganho de extrema importância e de realce”, destacou.

A ureia a ser produzida é um fertilizante mineral que se apresentará na forma de grânulos brancos com 46% de nitrogénio, fórmula que confere o estatuto de fertilizante mais utilizado na agricultura mundial, por favorecer o crescimento vigoroso das culturas, permitindo colheitas em ciclos mais curtos, refere um comunicado distribuído à imprensa.

 

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