Disputa de terras no Bocoio resulta em feridos graves

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Dez pessoas ficaram feridas gravemente, uma das quais em estado crítico, em consequência de uma rixa motivada por disputa de terras, no município do Bocoio, província de Benguela.

O incidente ocorreu na localidade de Lomolo, que dista a mais de 30 quilómetros a norte da sede municipal do Bocoio, onde moradores entraram em cenas de pancadarias por causa das lavras.

No local, O Decreto, como as fotos ilustram, a nossa reportagem testemunhou a luta dos moradores de Lomolo com diversos objectos contundentes, como paus, cantas, catanas, enxada, machados e outros meios, que serviram para a destruição de moradias, utensílios domésticos e plantações nas lavras.

Basílio Isaac Kutunda, morador da aldeia de Lomolo e um dos proprietários das terras em conflito, disse ao O Decreto que “a confusão é antiga, pois as autoridades competentes já têm conhecimento desde 2017, uma que já fizemos várias queixas crimes contra os cidadãos que estão a lutar por causa dos terrenos que não lhes pertence”, disse.

De acordo com o lavrador, a população da povoação onde ocorreu a briga tem sofrido constantemente os insultos e ameaças, supostamente dos moradores da aldeia vizinha, mas afirmou que os habitantes de Lomolo optam em não responder as provocações.

“Até que no dia 08 de Outubro, um grupo composto por quinze pessoas se aproximou da aldeia do Basílio Isaac Kutunda com o propósito de insultar outra vez, tendo levado dez juntas de bois e mais cinco cabeças de reserva, com a missão de invadir a cerca que rodeava as lavras”, disse.

Contou ainda que, o mesmo “grupo invasor” teria rompido com as bananeiras sisal e tudo que havia nos arredores, que regressou no dia seguinte com bebidas alcoólicas e cigarros, que enquanto fumavam diziam aos encontrados que “hoje é o vosso último dia”.

Ouvindo as provocações, os populares encontrados na aldeia de Lomolo reagiram aos insultos que obrigou o regresso destes, que não se sentindo satisfeito teriam ido a busca de mais reforço, pelo que voltaram no local com um número de mais de 100 pessoas.

“Tratou-se de uma acção coordenada, pois as mais de 100 pessoas, faziam-se acompanhar de armas brancas, destruíram tudo e agrediram a todos que estavam a sua frente”, contou ao O Decreto outro morador da aldeia.

A cidadã Rosalina Mbundu, “só não houve vítimas mortais graças a Deus, mas a situação foi gravíssima”, para quem os moradores daquela Aldeia de Lomolo perderam todos os seus haveres, assim como gados, casas, utensílios domésticos, vestuário, calçados e toda a alimentação que se encontrava nos celeiros foram queimados.

Angelino Chioka disse que foi capturado quando tentava ir à busca de socorro na aldeia vizinha, tendo sido torturado de várias formas, interrogado, amarrado e transportado pelo filho de um agente da polícia não identificado até ao Bocoio em casa de senhor Eduardo Feliciano Songa.

Não tendo sido encontrado em casa, contou a vítima, a esposa do senhor Eduardo Feliciano Songa vendo o homem amarrado, não ficou por entender que estava diante de uma situação “criminosa” conforme o combinado dos “agressores” correu logo à polícia fazer a participação.

O agredido “não tem dúvidas de que a acção foi comandada pelo senhor Victorino Paulo, que este depois agradeceu a missão que foi cumprida com sucesso”.

As vítimas descrevem que as autoridades policiais têm o conhecimento de tudo o que se tem passado na referida aldeia desde 2017, uma vez que, segundo lamentam “os três processos de queixa-crimes contra os implicados continuam arquivados até ao momento”.

“Para o nosso espanto, ninguém foi chamado para ser ouvido, bem como ninguém está preso até a este momento”, lamentou a fonte.

Situações semelhantes acontecem com regularidade naquela circunscrição da província de Benguela e a população lembra que, em Setembro do corrente ano um homem de 45 anos de idade foi assassinado pelos sobrinhos por causa de lavras e na comuna do Cubal do Lumbo a luta de terras provocou seis feridos, igualmente em Setembro último.

O Decreto

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