Portugal: Filho de ex-colega de João Lourenço escreve alertando que “jovens não são inimigos do estado”

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Londres aos 27/10/2020
2• Carta para
Sua Excelência João Lourenço
Presidente da República de Angola
Assunto: JOVENS FRUSTRADOS
Espero que esteja de boa saúde e disposição.

Vossa Excelência,

Acredite que os jovens não são inimigos do estado, mas sim, inimigos da arrogância e da má governação.

O chefe do executivo continua a apostar num cancro ramificado. Isso é: indivíduos que contribuíram na transformação do estatuto do antigo presidente, de sua excelência, muata da paz, amigo do povo para cabrito fugitivo. são os mesmos que estão a mutilar a esperança dos jovens que acreditaram na frase “MELHORAR O QUE ESTÁ BEM E CORRIGIR O QUE ESTÁ MAL”

Não é normal que alguns governantes continuem a esconder o dinheiro nos bancos dos brancos aqui no ocidente (branqueamento) numa altura em que o seu governo luta contra este fenómeno!

Os jovens estão a sair do verde para o podre sem amadurecerem, por causa da má governação. É tanta frustração que alguns jovens já preferem “mulheres que se babam” da mesma forma alguns rejeitam “políticos que babam no povo” já era visível que sair às ruas para se manifestar, seria uma procura frustrada de soluções dos maiores problemas do povo. Manifestar é um direito de todos, mas reprovamos as arruaças ou melhor, a desordem pública.

Infelizmente haverá sempre malandros que apostam na instabilidade em África com objetivos pessoais.

Deste modo, temos que ser vigilantes.

O governo confinou a população sem recursos. Isso é um grande crime.

Estão a copiar muito mal o sistema fracassado de Portugal.

COVID-19 não mata mais que a malária e a fome. Criem novas estratégias que se adaptam a África, para melhor combater esta pandemia.

Em quase três anos de governação, teve algumas ações que trouxeram a esperança no povo, como por exemplo: visitar o Hospital Sanatório de Luanda, a criar uma equipa de trabalho para pôr fim aos monopólios, a exoneração de Isabel dos Santos do cargo de (PCA) da Sonangol, a reabertura da fábrica de cimento no kwanza sul e nos últimos meses mostrou-se solidário com a entrega de uma habitação para o kudurista Sebem. Essas e outras ações trouxeram algumas esperanças ao povo angolano sobre o futuro do país.

Mas no que concerne ao combate à pobreza, estão a fracassar.

Minimizar a fome tem que ser a prioridade máxima. Não criaram estratégias adequadas para o controle de preços dos bens alimentares, mas criaram formas de obrigar a população a comer mandiocas ao pequeno almoço para justificar o preço exorbitante do pão.

Na campanha prometeu que os dirigentes seriam obrigados a se adaptar à novas regras de governação, mas não aconteceu. Os dirigentes continuam arrogantemente anti-democráticos.
Não aceitam críticas e ainda pensam que o chicote e fechar portas é o caminho certo para tranquilizar um povo sem rebuçados.

Para tranquilizar um povo é necessário alimenta-los saudavelmente.

O seu governo tem muitos ex-prisioneiros. Isso retira muita credibilidade num estado de direito. Ainda estão preocupados com grandes desforras.

As autoridades continuam a assassinar jovens.

A situação está tão caótica que o próprio manifestante é filho, neto, amigo e colaborador fiel do corrupto.

Espero que tenha uma atitude para reduzir a fome com a máxima urgência.

Peço também que tenha uma atenção especial à província de Malange. É potencialmente fértil para simplesmente alimentar caprichos de dirigentes que ainda pensam que estão na guerra do kwata kwata.

Os melhores cumprimentos,

Vulinho Quissua, filho do seu ex-colega João Quissua, reformado e ex-primeiro secretário da JMPLA em Malange.

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