Homem baleado em Cafunfo por agente de segurança “VISAP” entre vida e morte no Hospital Geral de Malange

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Mussavu Malily Tchamanay, homem de 37 anos, foi baleado a queima-roupa na região direita do tórax por um suposto agente da empresa de segurança privada “VISAP”, pertencente ao general do exercito “Ináculo”.

O incidente ocorreu nos arredores do conhecido bairro “Bala-Bala”, na periferia da vila diamantífera de Cafunfo, no município do Cuango, província da Lunda-Norte, em que o autor do disparo que colocou entre a vida e a morte ao cidadão baleado, é identificado apenas por Adolfo.

O agente de segurança em causa tem como posto de trabalho a residência do senhor Carlos – o “boss Carlos”, como é tratado pelos munícipes, onde nos últimos dias garante o asseguramento do imóvel, tendo em conta o contrato celebrado entre o proprietário da empresa – general “Ináculo” e o dono da casa.

Fontes que terão presenciado o incidente no local contaram ao O Decreto que o segurança da “VISAP” foi surpreendido pela vítima, que se presume estar a sofrer de problemas psíquicos nos últimos tempos, mas que antes da doença, a sua família, de acordo com as fontes que temos vindo a citar, teriam vendo uma pedra de diamante ao senhor Carlos, facto que tem motivado vezes sem conta, a ida de Mussavu à casa onde foi vendida pedra preciosa para solicitar ajuda.

Na tarde do dia 21/10, segundo testemunhas, o cidadão Mussavu Malily Tchamanay dirigiu-se mais uma vez à residência do senhor Carlos, como sempre para solicitar mais um apoio.

“Como estava munido de uma faca nas mãos, o mesmo foi ameaçando o segurança, que sem ter calma tentou desarmar a arma de fogo que se encontrava com o seu colega de trabalho e naquele puxa-puxa, disparou sem querer contra o cidadão, tendo sido atingido no peito saindo pelas costas do braço esquerdo”, contou uma das testemunhas.

Reacção de familiar da vítima

António Kaita Cowboy, (primo) da vítima, disse a este portal que não o seu familiar havia vendido nos anos várias pedras de diamantes na referida casa antes mesmo de ter sido decretado pelas autoridades angolanas a “Operação Transparência e Resgate” em toda região leste no país.

De acordo com o primo de Mussavu, o proprietário da residência onde foi baleado, no caso o “boss Carlos”, conhecido como vendedor e comprador de diamantes, “garantiu ao mesmo que qualquer preocupação que tivesse passaria a frequentar a casa para que fosse ajudado”, o que para António Keita Cowboy, “existe uma relação recíproca entre o Mussavu e o proprietário da residência”, disse.

Lamenta que, pelo facto de ter condenado “o acto criminoso” protagonizado pelo agente de segurança contra o seu parente, “foi agredido pelo comandante da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) com quatro bofetadas na cara”.

“Por eu ter reagido que o segurança não devia disparar contra meu primo/irmão, foi o suficiente para me agredir mesmo sabendo que estou por cima da minha razão”, disse, acrescentando que, “que injustiça é essa do comandante, que acha ser justo bater para dispersar a família e os assistentes”.

Para conter os ânimos dos familiares e demais populares do bairro “Bala Bala”, vários efectivos das Forças Armadas Angolanas (FAA), da Polícia de Intervenção Rápida (PIR), do Serviço de Investigação Criminal (SIC-Cuango), da Polícia Judiciária Militar e defensores dos direitos humanos, estiveram no local, enquanto a vítima contorcia-se com dores.

Proprietário da casa nega ter dado qualquer orientação ao segurança

Contactado pelo O Decreto, o dono da residência disse que “não orientou qualquer segurança a disparar contra vida humana, mesmo que fosse uma cabra ou galinha alheia que estivesse na minha porta, não orientaria a ninguém para disparar”, referiu, tendo assegurado que vai “garantir o tratamento da vítima e que a justiça faça o seu trabalho”, afirmou.

A polícia esteve no local e levou o cidadão baleado de emergência até o Hospital Regional de Cafunfo, onde momentos depois foi transferido para o Hospital Geral de Malange onde está sob os cuidados médicos.

Fontes da do Comando da Polícia de Cafunfo garantiu que o presumível autor pelo crime já se encontra a contas com a justiça.

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