Portugal: “Eleitores portugueses” inscritos em Angola podem votar nas “presidenciais em Luanda e Benguela”

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Os eleitores portugueses inscritos no recenseamento em Angola podem votar, para as eleições presidenciais portuguesas, nos dias 23 e 24 de janeiro, nas instalações dos consulados-gerais em Luanda e Benguela, segundo informação oficial.

Os eleitores portugueses inscritos no recenseamento de Luanda poderão votar, presencialmente, nos dias 23 e 24 de janeiro, nas instalações do Consulado-Geral de Portugal em Luanda (Avenida de Portugal, 50), enquanto os recenseados nas províncias da jurisdição do Consulado-Geral de Portugal em Benguela, votam nas instalações do mesmo, sediado no Largo do Pioneiro, nº21 em Benguela.

O horário da votação será das 08:00 às 19:00 (hora local).

A votação antecipada no estrangeiro decorre entre os dias 12, 13 e 14 de janeiro, para os eleitores que estejam recenseados em Portugal, mas que se encontrem transitoriamente deslocados em Angola por imperativo decorrente das suas funções profissionais, académicas ou outras previstas na lei, não o podendo fazer em território nacional.

No entanto, face às restrições impostas pela pandemia de covid-19, alguns eleitores poderão ficar impedidos de votar, caso se encontrem a cumprir quarentena.

Angola obriga os cidadãos que estiveram no estrangeiro a cumprir quarentena domiciliar por um período mínimo de sete dias, para prevenir a doença, sendo janeiro um mês de regresso para muitos portugueses que se deslocaram ao seu país para passar a quadra natalícia.

As viagens interprovinciais, de e para Luanda, obrigam também à apresentação de um teste serológico, com resultado negativo, válido por sete dias.

Nas últimas eleições presidenciais, que se realizaram a 24 de janeiro de 2016, votaram em Angola apenas 145 dos 856 eleitores inscritos (17%): 22 votaram em Benguela, num total de 215, e 123 em Luanda, que contava com 641 inscritos.

As eleições presidenciais estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral decorre entre 10 e 22 de janeiro, com o país a viver sob medidas restritivas devido à epidemia.

A estas presidenciais concorrem sete candidatos, sendo a terceira vez na história destas eleições que duas mulheres constam do boletim de voto – Ana Gomes e Marisa Matias.

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