Portugal: “O banquete”: Falta de credibilidade e seriedade dispensam adjectivação

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Mário Leite da Silva, antigo gestor de Isabel dos Santos, anunciou esta sexta-feira que pretende processar a Televisão Pública  de Angola (TPA) por “ter envolvido o meu nome em programas” que “são meras tentativas de assassinato de caráter”.

Em comunicado enviado ao Jornal Negócios, Mário Leite refere que os programas em questão, emitidos a 4 de dezembro, violam “as mais elementares regras do jornalismo (…) já que nem sequer respeitam o básico princípio do contraditório”.

O gestor vai mais longe e classifica as reportagens como “meras tentativas de assassinato de caráter orquestradas por quem manda na televisão pública angolana e cuja falta de credibilidade e seriedade dispensam adjectivação”.

Mário Leite da Silva justifica o comunicado com o facto de não ter sido contactado para “eventual esclarecimento ou posição face às referências que me foram feitas”.

Assim, o gestor diz que “é falso o contrato de suprimentos em que se baseia uma dita “reportagem” sobre o investimento da Sonangol na portuguesa Galp”. E, assinala que apresentou “uma denúncia às mais altas autoridades portuguesas, angolanas, europeias e norte-americanas, sobre este tema, alertando  para o facto do referido contrato ser falso, ter sido elaborado no seio da Sonangol e poder indiciar o desvio de cerca de 200 milhões de euros das contas da petrolífera”.

E nega também que “a empresa Esperaza fosse detida pela Sonangol”, indicando que na altura pertencia ao ABN Amro.

Mário Leite da Silva refuta igualmente as referências de que foi alvo “de forma leviana” numa reportagem sobre a  Sodiam e a de Grisogono.

O gestor assegura ser falso que “o investimento da Sodiam na de Grisogono no montante de 115,75 milhões de dólares, feito através de uma conta em nome da Victoria Holding Limited, movimentada por mim, junto do EuroBic, nunca tenha chegado à empresa a que se destinava”.

“A reposição da verdade impõe-se, já que o ataque de que fui alvo por parte da TPA, enquanto instrumento de propaganda do poder político angolano, é apenas um contributo para a campanha que envolve o meu nome desde há um ano, e que tem na sua origem o facto de eu ter feito parte da equipa de consultores que entre 2016 e 2017 apoiou o Conselho de Administração da Sonangol a acabar com muitos dos esquemas fraudulentos instalados na empresa pelos seus anteriores responsáveis e que permitiram o desvio de biliões de dólares das contas da empresa para proveito pessoal”, acrescenta.

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