Presidente da República de Angola (PRA), João Lourenço diz que programa de combate à seca no sul “é para ser levado até ao fim”

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O Presidente da República de Angola (PRA), João Lourenço afirmou que “o grande programa” de combate à seca no sul de Angola “é para ser levado até ao fim”, com um investimento próximo dos três mil milhões de dólares (2,6 mil milhões de euros).

João Lourenço, há dois dias a trabalhar no sul do país, depois da província da Huíla, visitou hoje as obras de construção das barragens do Ndúe, no rio Caune, e Calucuve, no rio Cuvelai, na província do Cunene, uma das províncias mais afetadas por prolongados períodos de seca.

Em declarações à imprensa, o chefe de Estado angolano disse que o projeto é para levar avante, apesar do quadro económico e financeiro do país, admitindo a necessidade da mobilização de recursos para a conclusão do programa, que congrega também as províncias da Huíla e do Namibe.

“Nós não demos sinais de fraqueza e muito menos de recuo, este grande programa é para ser levado até ao fim, (…) ele compreende não apenas as províncias do Cunene e da Huíla como a província do Namibe”, referiu João Lourenço, sublinhando que “os projetos de maior dimensão e de maior custo são os que vão ser construídos na província do Namibe”.

Segundo o Presidente angolano, vão ser construídas seis grandes barragens, “que vão acumular, reter, as águas pluviais”, que “vêm do planalto, da Huíla em particular”, perdendo-se no mar.

“Nós vamos parar esse curso natural das águas e tirar proveito delas, portanto, vão passar a fazer o que este projeto do Calucuve e do Ndúe também vão fazer”, frisou João Lourenço.

Estas infraestruturas, prosseguiu o chefe de Estado angolano, vão servir as populações, o gado bovino, a avicultura, “quem sabe as pescas também”.

“O programa é ambicioso e nós não descuramos a necessidade de mobilizar recursos financeiros, para, faseadamente, irmos executando o programa na sua totalidade. Não há recuo, o que pode haver é alguma dificuldade em mobilizar recursos tão avultados quanto estamos a falar, de muito próximo de três mil milhões de dólares”, realçou.

“A execução de todo o programa, que teve início com o projeto Cafu, passa por estes dois o Ndúe e o Calucuve, a Cova do Leão, que vai acabar por servir também a província da Huíla, outros projetos até para a cidade do Lubango, está tudo no mesmo pacote, e estas seis grandes barragens que não tiveram ainda início, mas que podemos contar que, sem medo de errar, nos próximos quatro anos teremos o programa concluído”, acrescentou.

João Lourenço disse que visitou as obras do Cunene com o objetivo também de encorajar os empreiteiros, considerando que a sua presença “acelera um pouco mais o trabalho”.

“Quem sabe esta barragem vai acabar antes de dezembro do próximo ano”, referiu o Presidente angolano.

Questionado sobre com que impressão fica da província do Cunene, o chefe de Estado realçou que, tanto para aquela província do sul de Angola como para o próprio país, ainda há “muito por fazer”, para se garantir o desenvolvimento económico e social do país.

“Para garantirmos o bem-estar das nossas populações, o que aliás é compreensível se tivermos em conta que Angola foi vítima de um conflito armado que durou décadas — não deve haver mais país no mundo que tenha vivido uma situação tão amarga quanto a nossa, que foram 27 anos consecutivos de guerra”, disse.

João Lourenço sublinhou que o país está em paz há 21 anos, contudo, tempo ainda insuficiente para se reconstruir o que foi destruído e implantar-se novos projetos de raiz, fora do quadro da reconstrução.

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