Angola: Como a Procuradoria-Geral da República (PGR) chegou a Isaac dos Anjos na apreensão do “Acácias Rubras”

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Proximidade a sócio da empresa que vende os apartamentos despertou a DNIAP, que esteve na órbita de denúncias patentes em documentos consultados pelo NJ.

Situação dos compradores e o facto de os terrenos pertencerem ao partido no poder são outros imbróglios. Assessor de João Lourenço diz que não é o «beneficiário último» da urbanização.

Presente em caravanas do Governo de Benguela nas visitas a projectos imobiliários quando Isaac dos Anjos dirigia a província, o empresário angolano Remígio Paulo do Rosário foi como que um “fio condutor” nas investigações que culminaram com a apreensão, há uma semana, do condomínio «Acácias Rubras», arredores da cidade capital, com a Procuradoria-Geral da República (PGR) a desvendar operadores privados a reboque de fundos públicos, apurou o Novo Jornal.

A PGR aponta como “beneficiário” o agora assessor do Presidente da República para a área produtiva, suspeito de ter recorrido a terceiros para apagar as marcas da ilegalidade.

Entre as operadoras, conforme o fiscal da legalidade, está a empresa Rempros, LDA, sediada na Huíla, que tem na estrutura accionista Paulo do Rosário, figura muito ligada a Isaac dos Anjos.

Tanto é que membros do Governo de Benguela, entre directores provinciais e administradores municipais, viam no empresário uma espécie de “”governador-sombra””, capaz de colocar em sentido até os vice-governadores.

 

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